Paraíba contabiliza 12 feminicídios e igual número de tentativas nos primeiros cinco meses do ano

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou um balanço que acende um alerta vermelho sobre a violência de gênero no estado. Entre janeiro e maio, a Paraíba já registrou 12 assassinatos de mulheres motivados por sua condição de sexo feminino, além de outras 12 tentativas de feminicídio contabilizadas no mesmo período. As mortes violentas se espalharam por municípios de diferentes regiões, atingindo as cidades de João Pessoa, Arara, Itapororoca, Conceição, Guarabira, Desterro, Baía da Traição, Lagoa Seca e Piancó.

A evolução cronológica dos dados oficiais aponta que o primeiro trimestre concentrou os maiores picos de letalidade. O mês de janeiro abriu o ano como o mais violento, somando 4 homicídios qualificados, seguido de perto pelo mês de março, que computou 3 ocorrências. No que diz respeito às condutas tentadas, o crime foi registrado em 12 localidades distintas, incluindo Campina Grande, Cabedelo, Monteiro, Pombal e Puxinanã, mantendo uma média constante de atentados contra a vida das vítimas ao longo de quase todos os meses avaliados.

O cenário atual dá sequência ao panorama crítico observado no ano anterior. O estado encerrou o período de doze meses de 2025 com o preocupante índice de 36 feminicídios consolidados. A marca representou o pior patamar estatístico desde a entrada em vigor da legislação específica sobre o tema, em 2015, igualando-se ao recorde histórico negativo que havia sido estabelecido em 2019. O volume de mortes registrado no ano passado superou em 38% o somatório total de casos computados pelas autoridades de segurança pública ao longo de 2024.

O crescimento da violência em solo paraibano acompanha uma curva de ascensão nacional identificada nos relatórios federais. Em termos de país, o Brasil enfrentou um recorde histórico em 2025 ao ultrapassar a barreira de 1.470 mortes de mulheres por razões de gênero, superando os 1.464 casos do ano antecedente e fixando uma média de quatro vítimas fatais diariamente. Para combater e prevenir novos episódios, os órgãos de proteção reforçam canais de denúncia anônima e atendimento emergencial através do Disque Denúncia da Polícia Civil (197), da Central de Atendimento à Mulher (180) e do acionamento imediato da Polícia Militar (190).

da Redação

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