
Uma força-tarefa realizada entre os dias 20 e 29 de maio resultou no resgate de 63 trabalhadores que atuavam em situação análoga à escravidão em uma área de extração mineral no município de Várzea, localizado no Sertão da Paraíba. A operação conjunta envolveu auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, além de representantes do Ministério Público do Trabalho e agentes da Polícia Federal. Durante a fiscalização no local, as equipes constataram graves irregularidades trabalhistas, com destaque para a ausência completa de registro formal de emprego de todas as pessoas que prestavam serviços na mineradora, além da falta de condições mínimas de higiene ocupacional.
De acordo com os relatos dos auditores responsáveis pela fiscalização, dois desses trabalhadores foram encontrados alojados em um barraco de lona improvisado, enfrentando condições de extrema precariedade. Toda a equipe que atuava no local estava privada de acesso a água potável, não possuía instalações sanitárias adequadas e não dispunha de um local apropriado para a realização de refeições ou áreas destinadas ao descanso. Essas condições observadas pelos agentes expunham diretamente os empregados a situações totalmente incompatíveis com a dignidade humana, o que acabou caracterizando o ambiente de extração como um local de trabalho degradante.
Além das irregularidades voltadas ao alojamento precário e à falta de higiene e saneamento, a inspeção minuciosa identificou diversas situações que representavam risco grave e iminente à integridade física e à própria vida dos operários. Em razão da gravidade das violações das leis trabalhistas e do perigo iminente de acidentes fatais nas frentes de exploração, os Auditores-Fiscais do Trabalho emitiram termos de interdição formais. A medida determinou a paralisação imediata de todas as atividades produtivas e o fechamento dos setores da área mineral que colocavam os trabalhadores em risco.
da Redação
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