Na Arapuan FM, Efraim defende fim dos presídios em Mangabeira, corte no ICMS e revisão no leilão da Cagepa

O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PL, Efraim Filho, detalhou suas principais propostas administrativas e fez duras críticas à atual gestão estadual durante sabatina realizada nesta terça-feira (21) pelo Sistema Arapuan de Comunicação. Ao longo da entrevista, o parlamentar abordou diretrizes do seu plano de governo voltadas para a segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura e sustentou sua decisão de disputar o Poder Executivo antes do encerramento do mandato no Congresso Nacional.

Na área da segurança pública, o pré-candidato defendeu a desativação e transferência dos presídios instalados no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, para áreas fora do perímetro urbano da Região Metropolitana. Segundo o parlamentar, as estruturas prisionais foram erguidas quando o local não apresentava adensamento populacional, mas hoje geram apreensão nos moradores. No espaço desocupado, Efraim propõe a construção de habitacionais populares.

“Retirar os presídios de Mangabeira, para mim, é essencial. Hoje eles estão encravados no coração do maior bairro de João Pessoa. Aquele presídio traz insegurança, traz a ronda das facções criminosas e do crime organizado. Onde hoje existem presídios serão construídas casas para famílias que não têm onde morar. Vamos aproveitar uma área que já possui escolas, unidades de saúde, transporte público e outros serviços”, ressaltou.

Ainda no eixo de combate à criminalidade, inserido no plano batizado de “Paraíba Sem Medo”, Efraim prometeu a convocação de aprovados em concursos públicos do setor, reajustes e implantação de subsídios para categorias da segurança, investimento em monitoramento inteligente e combate ostensivo a facções.

“Bandido muda de estado ou muda de profissão, porque não vai dar para ficar aqui. Hoje o que vemos é o crime organizado e o Estado desorganizado nesse combate”, criticou.

No campo econômico, o senador assumiu o compromisso de reverter a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), reduzindo a taxa atual de 20% para 18%. Ele sustentou que o arrocho fiscal prejudicou o pequeno empreendedor e que a recomposição das receitas deve ocorrer via combate à sonegação e transparência.

“Uma das primeiras medidas do meu governo será baixar o ICMS do Estado. João aumentou o imposto. Eu quero voltar ao que era, porque a Paraíba dava para acontecer sem precisar aumentar a carga tributária. Quem tem uma pequena empresa está pagando mais imposto desde o aumento do ICMS. O pequeno empreendedor dá o suor, dá o sangue e está difícil sair do canto porque o maior sócio dele é o governo”, afirmou.

Outro ponto central da sabatina envolveu o leilão dos serviços de saneamento da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Efraim afirmou que, embora seja favorável ao modelo de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pretende revisar e eventualmante anular o contrato caso assuma o governo, questionando o fato de o certame ter tido apenas uma empresa estrangeira participante.

“Se eleito, irei revisar o contrato no primeiro dia de governo. Se eu puder rescindir o contrato, eu vou anular. Se houver meios para isso, eu vou cancelar. O leilão é uma modalidade em que a concorrência traz vantagem para o Estado. Só apareceu uma empresa da Espanha, envolvida em falcatruas e corrupção, e nenhuma empresa do Brasil quis participar. Tem coisa errada. Está cheirando mal. Eu adoto, sim, a parceria público-privada. Estou criticando o método, a falta de transparência”, declarou.

Ao avaliar o cenário político e justificar a decisão de concorrer ao Palácio da Redenção na metade do seu mandato no Senado, Efraim declarou que atende a uma convocação da oposição e dos setores produtivos por renovação política no estado, criticando a atração de prefeitos pela base aliada.

“Para quem está na oposição, disputar a eleição é um chamamento, é uma convocação. A Paraíba clama por mudança. O que a gente mais escuta aqui é sobre pessoas saindo da oposição e sendo seduzidas, entre aspas, pelos encantos do governo, pelo magnetismo dos cargos e pelo magnetismo dos convênios. Eu fiz o contrário, eu rompi com o governo. O grupo que está aí no poder está há 16 anos. O que tinha para entregar à Paraíba, já entregou o que podia. Na Assembleia Estadual tenho três deputados. Os outros têm 33. Mas eu tenho o povo ao meu lado”, acrescentou.

Ainda na sabatina, o senador pontuou as marcas de sua atuação parlamentar, destacando o topo em avaliações de desempenho legislativo, e afirmou buscar replicar os resultados na gestão estadual.

“O melhor mandato de senador do Brasil. Quem diz isso não sou eu. Basta pesquisar no Google o Ranking dos Políticos. Meu sonho é ser governador da Paraíba para fazer desse Estado, assim como eu fiz no Senado, ter o melhor governador do Brasil. A Paraíba ser o melhor estado para se viver, para trabalhar, para investir e para criar nossos filhos em paz”, disse.

da Redação

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