
A investigação da Operação Perfidus, deflagrada nessa terça-feira (2), detalhou como funcionava a movimentação financeira dos investigadores da Polícia Civil presos sob suspeita de desviar e revender entorpecentes no estado.
De acordo com informações reveladas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), os agentes movimentaram cerca de R$ 5 milhões cada um ao longo de quatro anos, totalizando o montante de R$ 10 milhões atribuído ao grupo criminoso. Os fluxos financeiros atípicos incluíam depósitos sem identificação em lotéricas e agências bancárias que somavam R$ 1,5 milhão, além de saques em caixas eletrônicos que beiravam R$ 1 milhão.
O esquema, que também resultou na prisão do delegado Braz Morroni, foi descoberto após a quebra do sigilo fiscal dos alvos, embora o monitoramento técnico tenha se concentrado inicialmente nos investigadores devido aos prazos da apuração.
A análise detalhada das contas revelou que os servidores mantinham um padrão de vida luxuoso, com a aquisição de propriedades e veículos incompatíveis com os salários da corporação. Chamou a atenção da equipe do delegado Rafael Bianchi o fato de as faturas anuais dos cartões de crédito dos policiais ultrapassarem R$ 120 mil, valor que sozinho superava a remuneração anual declarada por eles ao Imposto de Renda.
da Redação