
O governador Lucas Ribeiro (Progressistas), candidato à reeleição, declarou o maior volume de recursos para a campanha eleitoral na Paraíba, segundo a prestação de contas parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (15).
Até o momento, candidatos e partidos informaram R$ 145,91 milhões em receitas no estado. Desse total, R$ 135,97 milhões são provenientes de recursos públicos e R$ 9,94 milhões correspondem a valores privados.
| Cargo | Candidaturas | Fundo Eleitoral | Fundo Partidário | Recursos Privados | Total Geral |
| Deputado Federal | 148 | R$ 63.962.206,45 | R$ 5.101.308,24 | R$ 1.037.589,36 | R$ 70.101.104,05 |
| Deputado Estadual | 174 | R$ 20.899.935,00 | R$ 3.151.021,56 | R$ 4.549.855,57 | R$ 28.600.812,13 |
| Governador | 3 | R$ 19.451.173,00 | R$ 0,00 | R$ 112.800,00 | R$ 19.563.973,00 |
| Senador | 7 | R$ 11.638.000,00 | R$ 820.000,00 | R$ 602.000,00 | R$ 13.060.000,00 |
| Diretórios / Outros (-) | 10 | R$ 1.881.193,75 | R$ 8.868.892,56 | R$ 3.639.360,00 | R$ 14.389.446,31 |
| Total Geral | 342 | R$ 117.832.508,20 | R$ 17.941.222,36 | R$ 9.941.604,93 | R$ 145.715.335,49 |
Disputa pelo Governo
Lucas Ribeiro declarou R$ 7,61 milhões em receitas, praticamente todo o montante oriundo de fundos públicos de campanha. O valor supera o limite de gastos previsto para o primeiro turno da disputa pelo governo, fixado em R$ 7.115.522,46.
Na sequência aparece Efraim Filho (PL), com R$ 6,89 milhões declarados. Assim como no caso de Lucas, a maior parte dos recursos informados pelo candidato tem origem pública.
Cícero Lucena (MDB) ocupa a terceira posição, com aproximadamente R$ 5 milhões em receitas. Entre os três candidatos, ele foi quem declarou o maior volume de doações privadas.
Candidatos ao Senado
Na corrida pelas duas vagas da Paraíba no Senado, Marcelo Queiroga (PL) aparece com a maior receita declarada, de R$ 3,81 milhões. O valor corresponde praticamente ao limite de gastos estabelecido para os candidatos ao cargo no estado, de R$ 3.811.887,03.
João Azevêdo (PSB) aparece em segundo, com R$ 3 milhões, seguido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que declarou R$ 2,8 milhões.
Entre os três, João foi quem informou o maior volume de recursos privados, totalizando R$ 435 mil.
Receitas para a Câmara dos Deputados
Entre os candidatos a deputado federal, Tião Gomes (PSB) lidera a arrecadação, com aproximadamente R$ 2,8 milhões. O teto de gastos para a disputa à Câmara Federal é de R$ 3,17 milhões.
Cabo Gilberto (PL) também declarou cerca de R$ 2,8 milhões, enquanto George Morais (PL) aparece com R$ 2,4 milhões.
Na prestação de Tião Gomes, constam recursos públicos e doações privadas. Entre os valores registrados está uma transferência de R$ 500 mil proveniente do fundo partidário, além de outros recursos destinados à campanha.
Disputa pela Assembleia Legislativa
Olivia Motta (Republicanos), irmã do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou a maior receita entre os candidatos à Assembleia Legislativa da Paraíba, com R$ 1,2 milhão. O valor se aproxima do limite de gastos para o cargo, fixado em R$ 1,27 milhão.
Cida Ramos (PT), presidente estadual do partido, aparece em seguida, com R$ 1 milhão. Fernanda Alvino (União Brasil) também declarou receita de R$ 1 milhão.
| Candidato(a) | Partido | Cargo | Total Geral |
| Lucas Ribeiro Novais de Araújo | PP | Governador | R$ 7.611.173,00 |
| Efraim de Araújo Morais Filho | PL | Governador | R$ 6.894.800,00 |
| Cícero de Lucena Filho | MDB | Governador | R$ 5.058.000,00 |
| Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes | PL | Senador | R$ 3.813.000,00 |
| João Azevêdo Lins Filho | PSB | Senador | R$ 3.035.000,00 |
| Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto | MDB | Senador | R$ 2.872.000,00 |
| Sebastião Tião Gomes Pereira | REPUBLICANOS | Deputado Federal | R$ 2.800.000,00 |
| Gilberto Gomes da Silva | PL | Deputado Federal | R$ 2.630.885,00 |
| George Ventura Morais | PL | Deputado Federal | R$ 2.415.205,00 |
| Gervásio Agripino Maia | PCDOB | Deputado Federal | R$ 2.282.500,00 |
Recursos declarados pelos partidos
O Republicanos concentra a maior receita partidária informada até agora, com mais de R$ 8 milhões destinados à campanha. O MDB aparece na segunda posição, com R$ 3,6 milhões, valor originado de doações privadas.
Novo, PCdoB e PT não declararam, até o momento, recursos recebidos diretamente pelos diretórios partidários.
Dados ainda podem ser atualizados
As informações divulgadas pelo TSE correspondem à movimentação financeira e aos recursos estimáveis em dinheiro registrados até 8 de setembro. Candidatos e partidos enviaram os dados à Justiça Eleitoral entre os dias 9 e 13 de setembro.
Como a campanha ainda está em andamento, os valores podem ser alterados em novas atualizações da prestação de contas. A divulgação atende à Lei das Eleições, a Lei nº 9.504/1997, e às normas da Justiça Eleitoral sobre arrecadação e despesas de campanha.
A ausência da prestação parcial no prazo ou o envio de dados incompatíveis com a movimentação real pode ser considerado uma irregularidade grave. A regra está prevista no artigo 47 da Resolução TSE nº 23.607/2019.
As eventuais falhas são analisadas no julgamento das contas finais, a menos que o candidato ou o partido apresente uma justificativa aceita pela Justiça Eleitoral.
da Redação