O juiz Anderley Ferreira Marques, da Vara Única do Conde, decidiu substituir a prisão preventiva do tenente Alex William, investigado pela morte de cinco jovens no município, por medidas cautelares. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (12), atendendo a um pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
O oficial, que estava foragido enquanto passava férias no exterior, foi preso ao desembarcar no Aeroporto do Recife pela Polícia Federal e encaminhado ao 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba. Segundo o magistrado, a prisão havia sido decretada com base na “fuga”, e, com o retorno do policial ao país, o fundamento deixou de existir. “Em respeito ao princípio da isonomia, a substituição da prisão por medidas cautelares é a medida que se impõe, alinhando a situação do requerente à dos demais investigados”, afirmou Anderley Marques.
Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do serviço operacional, proibição de contato com familiares das vítimas e recolhimento domiciliar noturno. O tenente também deverá comparecer mensalmente à Justiça e não poderá sair de João Pessoa sem autorização judicial.
Medidas cautelares aplicadas ao tenente Alex William
- Uso de tornozeleira eletrônica por seis meses, com áreas de proibição próximas às residências das vítimas (bairro Colinas do Sul, João Pessoa);
- Afastamento imediato do policiamento ostensivo e tático, sendo designado para funções administrativas;
- Proibição de manter contato com familiares das vítimas, testemunhas e demais investigados;
- Proibição de frequentar áreas próximas às residências das vítimas e seus familiares;
- Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 5h, e nos dias de folga;
- Comparecimento mensal em juízo até o dia 10 de cada mês;
- Proibição de se ausentar da comarca por mais de 10 dias sem autorização judicial.
Outros cinco policiais militares investigados no mesmo caso — Mikhaelson Shankley Ferreira, Edvaldo Monteval Alves, Wellyson Luiz de Paula, Marcos Alberto de Sá e Kobosque Imperiano — haviam sido presos em agosto, mas foram liberados em setembro com medidas restritivas. Eles se recusaram a usar tornozeleira eletrônica alegando “humilhação”, e a Justiça retirou a obrigatoriedade do equipamento, mantendo as demais condições.
Os militares são investigados pela execução de cinco jovens no município de Conde, na Grande João Pessoa. A defesa dos policiais sustenta que houve troca de tiros e que os suspeitos estavam em deslocamento para vingar a morte da mãe de um deles. O caso segue em investigação.











