
Novas informações detalhadas pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) reforçam a tese de execução sumária no caso dos quatro corpos encontrados na madrugada desta sexta-feira (3), em João Pessoa. Segundo o perito criminal Rodrigo Farias, todas as vítimas eram do sexo masculino e foram mortas por disparos de arma de fogo. O cenário encontrado na granja do bairro Brisamar revelou requintes de crueldade: três dos quatro homens estavam com as mãos amarradas para trás, indicando que foram rendidos antes de serem assassinados.
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O laudo pericial inicial indica que as mortes ocorreram há aproximadamente dois dias, estimativa que coincide com o período de desaparecimento dos quatro trabalhadores baianos em Bayeux. Devido ao avançado estado de decomposição dos cadáveres, o IPC informou que não foi possível determinar visualmente a quantidade exata de perfurações em cada vítima nem realizar a identificação imediata. O procedimento de identificação oficial é considerado complexo e dependerá de exames laboratoriais complementares e confrontos genéticos ou odontolegais nos Laboratórios Forenses do instituto.
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As investigações ganharam um componente logístico importante com a localização de um Chevrolet Celta preto, abandonado a cerca de 300 metros do local onde os corpos foram desovados. O veículo, que possuía registro de roubo no município de Santa Rita, apresentava sujeira e um forte odor, sendo apontado pelo IPC como o provável meio de transporte das vítimas até a área de mata. Além disso, a perícia analisa documentos do estado da Bahia encontrados com dois dos mortos, embora a delegada Josenise Andrade ressalte que a posse dos documentos não confirma, por si só, a identidade das vítimas sem o respaldo técnico dos exames cadavéricos.

O caso tomou novos contornos com o acesso a imagens de câmeras de segurança da Rua Juvenal Coelho. Os registros mostram quatro suspeitos fugindo em uma única motocicleta após abandonarem o carro e os corpos na região. Relatos de moradores indicam que, momentos antes da fuga, foram ouvidos gritos e o som de uma buzina persistente durante a madrugada. Todo o material coletado pelo IPC e as imagens de monitoramento foram encaminhados à Delegacia de Homicídios, que busca agora traçar a rota de fuga dos criminosos e confirmar se o crime está diretamente ligado à invasão da casa de apoio onde os trabalhadores baianos estavam alojados.
da Redação




