
A pré-candidatura do advogado Olímpio Rocha (PSOL) ao Governo do Estado enfrenta forte resistência interna dentro da Federação PSOL-Rede na Paraíba. O desentendimento tem como centro a postura da Rede Sustentabilidade, presidida por Eduarda Almeida, que defende o alinhamento da sigla com o projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas). Uma reunião para buscar consenso foi promovida na última sexta-feira (17), mas terminou sem acordo, deixando a definição para um novo encontro agendado para a próxima sexta-feira (24), às 19h30.
O pré-candidato do PSOL assegurou que não pretende recuar do pleito estadual e que recorrerá à direção nacional da aliança se a divergência persistir, lembrando que a liderança da federação no âmbito federal pertence ao seu partido.
“Não me foi dito oficialmente, mas em entrevistas, lideranças da Rede dizem que Lucas poderá vencer no primeiro turno se a minha candidatura for retirada. Mas, eu não abrirei mão da candidatura. Em nível nacional, a liderança da federação é do PSOL e se for preciso recorrerei à instância nacional para manter minha candidatura”, disse Olimpio Rocha.
A Rede, por sua vez, argumenta abertamente em entrevistas que a retirada da postulação do PSOL seria um passo estratégico para tentar liquidar a disputa eleitoral ainda no primeiro turno em favor da atual gestão estadual.
A tensão ganhou novos contornos políticos após críticas sobre uma possível interferência governamental no debate, já que a presidente da Federação e mãe da dirigente da Rede, Cristiana Almeida, ocupa o cargo de secretária executiva da Mulher e Diversidade Humana da gestão estadual.
Cristiana rebateu as ilações, afirmando que a prioridade inicial acordada era a formação das chapas proporcionais e que vincular sua atuação no executivo estadual com o posicionamento partidário é uma tentativa de desconstruir a presença feminina em espaços de poder.
da Redação