Ídolo do Vasco e ex-Botafogo (PB), Geovani Silva morre aos 62 anos no Espírito Santo

O futebol nacional amanheceu em luto diante da confirmação do falecimento do ex-jogador Geovani Silva, carinhosamente apelidado nos gramados como o Pequeno Príncipe. O ex-meio-campista, que marcou época no esporte brasileiro na década de 1980 e teve uma passagem marcante pelo Botafogo (PB) nos anos 1990, morreu aos 62 anos de idade após sofrer um mal-estar repentino no decorrer da madrugada desta segunda-feira (18). Ele chegou a ser transferido às pressas para uma unidade hospitalar no município de Vila Velha, no Espírito Santo, mas não resistiu às complicações clínicas e teve o óbito constatado, deixando três filhos.

A notícia do falecimento foi compartilhada publicamente pelos familiares do ex-atleta por meio de uma nota oficial veiculada em suas plataformas digitais. O comunicado detalhou o susto com a piora súbita do quadro de saúde na madrugada e ressaltou que as equipes médicas realizaram manobras sucessivas de reanimação cardiorrespiratória na tentativa de estabilizá-lo, sem sucesso. O ex-jogador vinha enfrentando uma rotina médica delicada nos últimos anos, incluindo um tratamento contra o câncer na coluna vertebral descoberto em 2006 e um internamento prolongado de 40 dias no final de 2025 devido a duas paradas cardíacas sofridas na capital capixaba.

Na Paraíba, a trajetória do craque é relembrada com reverência pelos torcedores do Alvinegro da Estrela Vermelha. Com o nome consolidado nas principais crônicas esportivas do país, Geovani desembarcou em João Pessoa para assumir a camisa de maestro do Botafogo-PB durante a disputa do Campeonato Paraibano de 1996. Em sua primeira atuação pelo clube da capital, o meia balançou as redes na vitória por 2 a 1 diante do América-RN. Ao longo daquela temporada no Nordeste, o armador acumulou um retrospecto estatístico de 13 partidas oficiais, celebrando sete vitórias, três empates, três derrotas e anotando cinco gols com o manto botafoguense.

Nacionalmente, o capixaba de nascimento cravou seu nome na história do Club de Regatas Vasco da Gama, equipe pela qual superou a marca de 400 atuações profissionais e dividiu os gramados com lendas como Roberto Dinamite e Romário. Geovani também alcançou projeção internacional vestindo a camisa da Seleção Brasileira de base, tornando-se o grande protagonista da conquista do título mundial sub-20 no ano de 1983, oportunidade em que anotou o gol decisivo na finalíssima diante da Argentina e faturou os prêmios individuais de melhor jogador e artilheiro daquela competição na juventude.

da Redação

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