
A mobilização da classe empresarial para reestruturar as zonas manufatureiras da Paraíba avançou nesta semana com uma cobrança formal direcionada ao Poder Executivo estadual. O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, elaborou e entregou um diagnóstico detalhado sobre a degradação do Distrito Industrial de João Pessoa, cobrando intervenções imediatas na infraestrutura logística e urbana da área técnica da capital.
O levantamento técnico produzido pela federação mapeou uma série de gargalos operacionais que comprometem o funcionamento das fábricas instaladas e afugentam novos negócios. Entre as principais problemáticas elencadas no relatório entregue ao governo estão o avanço de invasões irregulares em terrenos públicos, o descarte clandestino de resíduos sólidos e lixo, a precariedade do sistema de iluminação pública e a severa deterioração asfáltica das vias de escoamento, tomadas por buracos.
De acordo com a diretoria da FIEPB, a recuperação dos complexos industriais do estado é tratada como prioridade máxima para dar tração ao Produto Interno Bruto (PIB) paraibano. O presidente da entidade destacou que as tratativas e parcerias institucionais já surtiram efeito prático nas bases produtivas do Compartimento da Borborema e do Agreste, com o início das obras de revitalização nos distritos industriais de Campina Grande e de Queimadas.
A meta da bancada empresarial é replicar o mesmo cronograma de investimentos na infraestrutura de João Pessoa. “É uma demanda estratégica para o desenvolvimento econômico da Capital e da Paraíba, com reflexos diretos na competitividade das empresas, na atração de investimentos e na geração de empregos”, avaliou Cassiano Pereira.
A urgência por modernização nos polos de produção é referendada por indicadores de mercado divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os resultados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), o número de plantas industriais em atividade na Paraíba registrou uma tímida expansão de 1,7% em um intervalo de quase dez anos, subindo de 1.858 estabelecimentos para 1.889 unidades operacionais. Para os líderes do setor, destravar o potencial de crescimento do segmento depende diretamente da capacidade do Estado de oferecer segurança jurídica, mobilidade eficiente e infraestrutura básica adequada nesses perímetros de atração de capital.
da Redação