
Uma avaliação técnica da Defesa Civil de Campina Grande apontou que o uso de suportes inadequados e materiais provisórios são os principais indícios da causa do desabamento em uma loja de carros no Centro da cidade. O acidente, ocorrido no fim da tarde dessa quarta-feira (22) na Rua João Suassuna, resultou na morte de um jovem de 17 anos e deixou outro trabalhador ferido. Em nota divulgada nesta quinta-feira (23), a Prefeitura esclareceu que o episódio não envolveu a queda de uma marquise, mas sim o comprometimento total da estrutura predial durante a execução de uma reforma.
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De acordo com os técnicos do órgão, os escoramentos de ferro utilizados para sustentar a edificação não suportaram a carga da parte superior, provocando o colapso imediato. Testemunhas relataram que as vítimas trabalhavam para uma empresa terceirizada e realizavam justamente o reforço da estrutura para evitar um desabamento quando a tragédia aconteceu. Um vigilante que presenciou o momento relatou que o jovem, identificado apenas como Danilo, estava posicionado exatamente sob a escora no instante em que a parede cedeu, não tendo tempo de reagir ao estalo da construção.
O sobrevivente do acidente recebeu alta do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande na manhã desta quinta-feira. Segundo familiares, o homem sofreu uma fratura na costela e deverá permanecer em repouso absoluto por pelo menos dez dias. Enquanto isso, o local do desabamento segue isolado para a realização de perícias mais detalhadas que devem compor o inquérito policial sobre a segurança das condições de trabalho e a responsabilidade técnica pela obra.
A Polícia Civil já iniciou a coleta de depoimentos de testemunhas e deve intimar os responsáveis pela empresa terceirizada e os proprietários do imóvel nos próximos dias. A investigação busca apurar se houve negligência na execução do projeto de reforma e se os equipamentos de segurança e sustentação seguiam as normas vigentes. O caso acende um alerta sobre o rigor técnico necessário em intervenções estruturais em prédios antigos da região central, visando evitar novas fatalidades em canteiros de obras.
da Redação
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