
Uma transação financeira envolvendo o senador paraibano Efraim Filho (PL) ganhou destaque após uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontar que um boleto no valor de R$ 51 mil, em nome do parlamentar, foi quitado por seu segundo suplente, Erik Janson Marinho.
O pagamento aparece em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), produzido no contexto das investigações da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao esquema conhecido como “Careca do INSS”.
Apesar de ter o nome citado no documento, Efraim Filho não é investigado no caso. Ao Estadão, o senador explicou que solicitou ajuda ao suplente no dia do vencimento do boleto, por não ter saldo disponível na conta.
Segundo ele, o valor se refere a um contrato privado e a quitação foi feita de forma pontual. O parlamentar também afirmou que tentou devolver o dinheiro posteriormente, mas que o suplente não chegou a cobrar o ressarcimento.
Erik Janson Marinho, por sua vez, é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e teria atuado, conforme apuração, em etapas de um esquema de ocultação patrimonial e lavagem de capitais. De acordo com os investigadores, ele utilizaria empresas com baixo capital social para esconder bens, incluindo aeronaves.
O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também aponta a realização de pagamentos de boletos em nome de terceiros, entre eles o do senador. As investigações seguem em andamento e podem gerar novos desdobramentos, embora, até o momento, não haja acusação formal contra Efraim Filho.
da Redação