
A defesa do policial civil Everton Rychelyson da Silva Aires divulgou uma nota pública para reafirmar a inocência do agente e rebater manifestações externas sobre o caso. O policial cumpre prisão temporária na Penitenciária Especial do Valentina, em João Pessoa, após ser detido no âmbito da Operação Perfidus. No comunicado, o advogado Iarley Maia declarou o compromisso com a busca da verdade real e esclareceu que posicionamentos de outros profissionais sobre os demais investigados não representam a estratégia jurídica de seu cliente.
Everton Aires, apontado pelos investigadores como um dos articuladores do esquema, foi preso junto com o também agente Eduardo Jorge Ferreira do Egito e o delegado Braz Morroni, ex-titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) da capital. A Operação Perfidus, deflagrada em conjunto pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Gaeco e da Draco, apura uma organização criminosa infiltrada nas forças de segurança. O grupo é suspeito de vazar informações sigilosas e subtrair carregamentos de entorpecentes apreendidos para revendê-los ilegalmente.
As investigações começaram em janeiro de 2025, após a denúncia de um traficante que relatou o desvio de drogas por parte dos policiais civis. Conforme os dados revelados pelas autoridades na coletiva de imprensa, o esquema movimentou quantias milionárias incompatíveis com os subsídios dos servidores públicos, incluindo o registro de que um dos alvos movimentou cerca de R$ 5 milhões em um intervalo de quatro anos. Além das prisões de agentes públicos e de suspeitos ligados a facções criminosas, a Justiça determinou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados.
da Redação