
A Corregedoria Regional Eleitoral da Paraíba (CRE-PB) reuniu, nesta quarta-feira (16), representantes de partidos e federações para apresentar as ações da campanha Eleições Sustentáveis 2026. Realizado de forma on-line, o encontro teve como objetivo orientar e sensibilizar os principais atores do processo eleitoral sobre a destinação adequada dos resíduos de campanha e a adoção de práticas capazes de reduzir impactos ambientais e a poluição sonora durante as eleições.
Durante a reunião, a Corregedoria apresentou as medidas que vêm sendo estruturadas para facilitar a destinação dos materiais utilizados na propaganda eleitoral. A iniciativa inclui a articulação com cooperativas e associações de reciclagem, que poderão receber os resíduos de campanha.
Os contatos dessas entidades estão reunidos na página Eleições 2026, na parte específica de Eleições Sustentáveis. As informações sobre as entidades que recebem materiais recicláveis serão encaminhadas aos chefes de cartório, para que possam ser divulgadas nas respectivas Zonas Eleitorais e ampliar o acesso de partidos, federações e candidaturas aos locais de destinação.
A secretária da CRE-PB, Vanessa do Egypto, destacou que a proposta não tem o objetivo de restringir a propaganda eleitoral, mas de estimular a adesão dos partidos e demais envolvidos a práticas ambientalmente responsáveis. “A gente não quer, de maneira alguma, restringir qualquer propaganda eleitoral dos partidos, mas incentivar a destinação adequada dos materiais utilizados nas campanhas e a adoção de práticas que reduzam seus impactos ambientais”, observou.
Outro ponto apresentado durante a reunião foi a preocupação com a poluição sonora provocada pela propaganda eleitoral. A Corregedoria reforçou as regras relativas ao uso de equipamentos de som, entre elas o limite de 80 decibéis medidos a sete metros de distância do equipamento, conforme previsto na regulamentação eleitoral.
Ao tratar desse assunto, Vanessa chamou a atenção para a necessidade de observar os limites estabelecidos para o uso de equipamentos de som durante a campanha. “O objetivo dos candidatos é atrair o eleitor. Com um som tão alto, certamente, não se consegue atrair; é mais fácil repelir”, afirmou a secretária da Corregedoria.
Acompanhamento
A campanha prevê ainda o acompanhamento dos resultados. Os partidos e federações deverão informar, por meio de formulário disponível na página das Eleições 2026, os materiais encaminhados para reciclagem, com dados como tipo, quantidade e peso dos resíduos.
As informações serão reunidas pela Corregedoria e utilizadas para avaliar os resultados da iniciativa. O levantamento permitirá não apenas acompanhar a destinação dos resíduos nas Eleições 2026, mas também identificar medidas que possam ser aperfeiçoadas em pleitos futuros.
A iniciativa está fundamentada no artigo 125-A da resolução que disciplina a propaganda eleitoral, que prevê a elaboração de plano de ação voltado à realização de eleições mais sustentáveis.
Adesão à Campanha
A reunião também marcou um momento de mobilização dos partidos e federações para a campanha. A proposta é estimular a participação de candidatas, candidatos e demais envolvidos no processo eleitoral, reforçando que a sustentabilidade pode ser incorporada à propaganda por meio de medidas como a destinação correta dos materiais e o respeito às normas relacionadas à poluição sonora.
Como parte da campanha de conscientização, a Corregedoria também desenvolveu, com o apoio da Assessoria de Comunicação (ASCOM), material audiovisual com orientações sobre práticas sustentáveis. O conteúdo integra o conjunto de ações que vêm sendo adotadas para ampliar a informação e a participação dos responsáveis.
Para a secretária da Corregedoria, o resultado da iniciativa depende da participação conjunta dos diferentes atores do processo eleitoral. “Queremos, neste momento, reforçar a convocação dos partidos a aderirem ao projeto Eleições Sustentáveis e passarem essas informações para os seus candidatos, para todos aqueles que foram indicados em convenção como candidatos de determinada federação, partido ou coligação. Não existe sustentabilidade feita por apenas um órgão, pela Justiça Eleitoral ou por um partido. Cada um tem sua parcela, mas é a união que faz a sustentabilidade acontecer”, concluiu Vanessa.
Assessoria TRE-PB