
O Instituto de Polícia Científica (IPC) confirmou a identidade da mulher que foi deixada sem vida no Hospital General Edson Ramalho, em João Pessoa, na noite da quinta-feira (4). Trata-se de Josicleide Lima de Oliveira, de 54 anos. A confirmação ocorreu nesse sábado (6) por meio de um exame papiloscópico, que analisa as impressões digitais, após uma jovem procurar a unidade policial e relatar que a vítima era sua mãe, que se encontrava em situação de rua.
O laudo emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) também esclareceu as circunstâncias do óbito, apontando que a causa da morte foi natural, decorrente de um aneurisma dissecante de aorta roto. Embora a equipe médica inicial tenha notado hematomas no rosto da paciente, os exames de necrópsia detalhados descartaram a presença de sinais de violência física ou agressões criminosas.
O caso ganhou contornos complexos na manhã da última sexta-feira (5), quando uma família chegou a reconhecer erroneamente o corpo como sendo de uma mulher de 42 anos que está desaparecida há mais de dez dias. Diante da dúvida, o IML vetou a liberação imediata e tratou o cadáver como não identificado até a realização dos testes periciais. O equívoco foi desfeito por completo neste domingo (7), quando os mesmos parentes confirmaram que a mulher desaparecida foi localizada viva.
O episódio mobilizou as autoridades policiais desde o momento em que a vítima deu entrada no hospital, por volta das 21h da quinta-feira. Na ocasião, um homem desconhecido levou a mulher até a recepção, pediu o auxílio de maqueiros para colocá-la no interior do prédio e fugiu logo em seguida, sem apresentar qualquer documentação. O circuito de câmeras de monitoramento da unidade de saúde registrou toda a movimentação e as imagens foram repassadas à Polícia Civil para ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido.
da Redação