
As candidaturas paraibanas contrataram R$ 113,96 milhões em serviços e produtos para as eleições de 2026. Desse montante, R$ 71,65 milhões já foram pagos aos fornecedores, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultados nessa quinta-feira (17).
Os valores ainda não quitados somam aproximadamente R$ 42,3 milhões. Como a campanha ainda está em andamento, o volume de despesas pode crescer até o encerramento do período eleitoral. As candidaturas do estado informaram, até agora, mais de R$ 147 milhões em receitas, provenientes de recursos públicos e privados.
A maior parte dos pagamentos está relacionada à divulgação das campanhas. A categoria que reúne publicidade com materiais impressos lidera a lista, com R$ 11,22 milhões já desembolsados.
Na sequência aparecem os serviços prestados por terceiros, que somam R$ 10,14 milhões, e as doações financeiras destinadas a outros candidatos ou partidos, com R$ 9,11 milhões. A publicidade produzida por meio de adesivos representa outros R$ 8,39 milhões em pagamentos.
Dentro das despesas diretamente ligadas à publicidade e à comunicação, os maiores valores contratados são:
Entre os três principais candidatos ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB) aparece com o maior valor já pago. A campanha dele contratou R$ 5,69 milhões em despesas e quitou R$ 4,60 milhões.
Efraim Filho (PL) contratou R$ 5,70 milhões e pagou R$ 4,07 milhões. Já o governador Lucas Ribeiro (PP) registrou R$ 4,52 milhões em despesas contratadas, das quais R$ 2,25 milhões foram pagas.
O limite estabelecido para os candidatos ao governo no primeiro turno é de R$ 7,11 milhões. Para as eleições de 2026, o TSE manteve os mesmos tetos de gastos adotados no pleito de 2022.
Embora as campanhas majoritárias concentrem algumas das despesas individuais mais altas, a soma dos gastos por cargo é maior entre os candidatos a deputado federal. As candidaturas à Câmara dos Deputados já pagaram mais de R$ 33 milhões.
Na disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Paraíba, os pagamentos ultrapassam R$ 10 milhões. A diferença está relacionada principalmente à quantidade de candidatos em cada eleição proporcional, o que eleva o total dessas despesas quando os valores são reunidos.
Os dados podem sofrer alterações ao longo da campanha, à medida que os candidatos atualizam as informações no sistema DivulgaCandContas. A prestação parcial divulgada em setembro reúne registros feitos até 8 de setembro, mas a plataforma do TSE continua recebendo novos lançamentos de receitas e despesas.
da Redação