
O deputado federal e líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL), contestou publicamente a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. Em posicionamento divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (13), o parlamentar paraibano classificou a medida como uma interferência direta na disputa eleitoral deste ano.
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Segundo o deputado, a resolução do magistrado configura uma ilegalidade que prejudica o equilíbrio do pleito. “Mais uma decisão que desequilibra totalmente as eleições de 2026. Suprema Corte do país, de forma ilegal, arbitrária, proíbe o nosso presidenciável Flávio de visitar o seu pai, Bolsonaro, na tortura diária, na prisão domiciliar, onde o presidente vem sendo massacrado pela Suprema Corte há tanto tempo, humilhado, perseguido”, argumentou em gravação de vídeo.
A sanção do STF foi aplicada depois que o senador leu, em uma transmissão ao vivo no último sábado (11), uma carta redigida pelo ex-presidente. A postagem foi considerada pelo tribunal como uma violação à cautelar que impede Jair Bolsonaro de utilizar as redes sociais, inclusive por meio de intermediários, estendendo o veto de visitas familiares até o dia 11 de outubro, período posterior ao primeiro turno das eleições.
Cabo Gilberto sustentou que a decisão é parte de um processo contínuo de perseguição política e convocou a união de sua base de apoio para reagir às medidas judiciais. “Já não basta tudo o que fizeram com o presidente Bolsonaro, o tiraram do jogo de forma antidemocrática, abusam a todo momento, mudam de entendimento, e agora, por incrível que pareça, tiram o senador Flávio Bolsonaro de visitar o presidente Bolsonaro. Isso é um absurdo. Lutaremos. É, mais do que nunca, o momento da união do povo brasileiro para acabarmos com essa ditadura da toga jamais vista na história”, acrescentou.
Além do impedimento de visitas, o ministro determinou um prazo de 48 horas para que os advogados de defesa de Jair Bolsonaro informem se ele tinha conhecimento prévio da leitura pública do documento. A gravação também foi enviada à Procuradoria-Geral Eleitoral para apurar se o episódio configurou propaganda antecipada em favor de Flávio Bolsonaro. O ex-presidente cumpre a pena em regime domiciliar desde novembro do ano passado devido à condenação por tentativa de impedir a posse presidencial em 2022.
da Redação