
Um bebê de apenas um mês morreu durante esse fim de semana, no Distrito Industrial, em João Pessoa. Segundo o relato apresentado no programa, a mãe havia amamentado a criança e a colocado para dormir. Ao verificar o bebê posteriormente, percebeu que ele estava arroxeado e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A equipe realizou manobras de reanimação por cerca de 40 minutos, mas não conseguiu reverter o quadro. As circunstâncias e a causa da morte ainda devem ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis pela investigação.
Cuidados com bebês
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças de até um ano durmam de barriga para cima, em uma superfície firme, plana e sem inclinação. O bebê deve ter um espaço próprio para dormir, preferencialmente um berço instalado no quarto dos pais.
O local de sono deve permanecer livre de travesseiros, almofadas, cobertores soltos, protetores, bichos de pelúcia e outros objetos que possam aumentar o risco de sufocamento.
A orientação também vale após a amamentação. O Ministério da Saúde recomenda que o bebê permaneça em posição segura e seja colocado no berço ou em outro espaço próprio, próximo à cama dos pais nos primeiros meses. Dessa forma, os cuidadores conseguem acompanhar a criança durante a noite sem precisar compartilhar a mesma cama.
Embora o cansaço seja comum durante as mamadas noturnas, dormir com o bebê na cama aumenta o risco de sufocamento e de outros acidentes. A SBP orienta que a criança seja levada para junto dos pais apenas para ser alimentada ou confortada e retorne ao próprio berço quando o adulto voltar a dormir.
Sofás e poltronas também são considerados locais especialmente perigosos para adormecer com o bebê.
A posição de barriga para cima é recomendada mesmo quando existe receio de que a criança possa se engasgar após regurgitar ou vomitar. Segundo a SBP, essa posição reduz o risco de morte súbita. Por isso, não é indicado colocar o bebê de lado ou de barriga para baixo para dormir.
Também não devem ser usados travesseiros antirrefluxo nem improvisadas inclinações no colchão. A superfície deve ser firme, plana e não inclinada.
A recomendação de sono seguro não significa que a mãe deva deixar de amamentar durante a noite. O aleitamento materno continua sendo indicado e está associado à redução do risco de morte súbita do lactente. A orientação é organizar o ambiente para que, após a mamada, o bebê possa voltar ao próprio berço.
Para mães que estejam muito cansadas, a presença de familiares, parceiros ou outras pessoas da rede de apoio pode ajudar nos cuidados e diminuir o risco de que adormeçam involuntariamente com a criança.
Durante a amamentação, alguns bebês podem tossir ou apresentar engasgos relacionados ao fluxo de leite. É importante diferenciar uma situação em que a criança consegue tossir e respirar de uma obstrução grave das vias aéreas.
Quando o bebê não consegue chorar, tossir ou respirar e apresenta sinais de falta de oxigenação, é necessário iniciar as medidas de primeiros socorros adequadas e acionar imediatamente o serviço de emergência. Pais e cuidadores também podem buscar orientação profissional e participar de cursos para aprender as manobras indicadas em casos de engasgo.
A participação da rede de apoio é especialmente importante nos primeiros meses de vida, período em que as mamadas são frequentes e o sono dos adultos costuma ser interrompido. Ainda assim, a ajuda de familiares não substitui a necessidade de manter o bebê em um espaço próprio, firme, plano e separado da cama dos adultos.
da Redação