
O professor Paulo Kuhlmann, que foi acusado por uma estudante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) de assédio moral contra ela e assédio sexual com outras alunas do curso de relações internacionais na instituição, foi afastado de todas as funções pela universidade. Um processo de sindicância administrativa também foi aberto contra o professor.
A denúncia foi feita por uma aluna durante a cerimônia de abertura de um fórum internacional realizado no campus V da UEPB, em João Pessoa, da qual a estudante, que pediu para não ser identificada, foi a cerimonialista.
O afastamento e a sindicância foram publicados em portarias assinadas pela reitora Célia Regina Diniz, nesta segunda-feira (27).
De acordo com o documento que afasta o professor das atividades acadêmicas ou de qualquer tipo dentro da instituição, o afastamento do investigado é pelo prazo de 60 dias a partir da publicação da portaria e acontece de maneira “cautelar”.
Em relação à sindicância administrativa que foi aberta, mais detalhes não foram divulgados, somente que uma comissão, denominada de Comissão Permanente de Inquérito Administrativo (CPIA) vai apurar as condutas do professor.
A UEPB salientou que a sindicância é um procedimento padrão adotado não apenas nesse caso, mas, em toda denúncia de assédio que chega à ouvidoria da instituição. Sobre o afastamento do docente de forma temporária, a universidade afirmou que é uma conduta tomada para preservar o bem estar da denunciante. A UEPB disse também que vai emitir uma nota com “ações implementadas pela instituição” no que diz respeito ao caso.
Já a defesa de Paulo Kuhlmann, pelo menos até a publicação desta reportagem, às 17h55, não se posicionou sobre a decisão da universidade.
com G1 PB