
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou que a elevada rejeição ao seu nome nas pesquisas eleitorais está relacionada aos desdobramentos do caso envolvendo o empresário Joesley Batista, revelado em 2017. Em entrevista ao programa Canal Livre da Band, o deputado federal classificou o episódio como uma “farsa arquitetada” e atribuiu ao caso o desgaste de sua imagem perante o eleitorado.
Segundo Aécio, os acontecimentos daquele período tiveram impacto direto em sua trajetória política e influenciaram o cenário eleitoral que culminou na eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018.
Aécio cita gravação de Joesley Batista
O episódio mencionado pelo tucano ocorreu em 2017, quando Joesley Batista entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação na qual Aécio Neves solicitava R$ 2 milhões para custear despesas com advogados que atuavam em sua defesa na Operação Lava Jato.
O valor foi repassado em quatro parcelas de R$ 500 mil a um primo do então senador, em uma ação monitorada e filmada pela Polícia Federal.
Na época, o caso levou ao afastamento de Aécio do Senado e resultou em denúncia do Ministério Público Federal (MPF) pelo crime de corrupção passiva.
Justiça absolveu o presidente do PSDB
Em 2022, a Justiça Federal de São Paulo absolveu Aécio Neves por falta de provas. No ano seguinte, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou recurso apresentado pelo Ministério Público Federal e manteve a decisão absolutória.
Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que o episódio teve forte repercussão política e contribuiu para a elevada rejeição registrada em pesquisas de opinião.
Tucano relaciona caso ao cenário eleitoral de 2018
Aécio também avaliou que, naquele momento, as principais alternativas políticas ao Partido dos Trabalhadores eram sua candidatura e a do então presidente Michel Temer, que havia assumido o cargo após o impeachment de Dilma Rousseff.
Na visão do dirigente tucano, o enfraquecimento dessas alternativas abriu espaço para a ascensão de Jair Bolsonaro no cenário nacional.
O deputado argumentou que, diante da crise enfrentada pelo PT naquele período e do desgaste de outras lideranças políticas tradicionais, Bolsonaro acabou se consolidando como uma opção competitiva para parte do eleitorado nas eleições presidenciais de 2018.
com Band.com.br
4