
A condução da Operação Perfidus foi classificada pela defesa dos investigados como um processo de assassinato de reputação e julgamento antecipado. O advogado Luiz Pereira, que representa o delegado Braz Morroni e os demais policiais detidos na ação, criticou a forte exposição midiática do caso antes mesmo que os defensores pudessem analisar os autos.
Segundo o advogado, a abordagem das autoridades é precipitada e promove uma criminalização baseada apenas em indícios superficiais, dificultando o trabalho técnico de defesa ao restringir o acesso imediato ao conteúdo da investigação e à decisão judicial.
O jurista compara a situação ao fenômeno do lawfare, apontando que o desgaste público inviabiliza o retorno futuro desses servidores a delegacias especializadas ou ao manejo de dados sensíveis. O grupo de policiais civis foi alvo da operação sob acusações de envolvimento em um esquema de desvio de armas e favorecimento ilícito. Com a repercussão, a defesa foca agora na tentativa de obter a cópia integral do processo para pedir a revogação das prisões.
da Redação