
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) instaurou um procedimento para investigar uma suposta prática de assédio eleitoral contra servidores do Hospital Regional de Queimadas, no Agreste da Paraíba. A apuração envolve relatos de coação de funcionários comissionados e de uso de pessoal, durante o horário de expediente, em atividades relacionadas às campanhas do governador reeleito Lucas Ribeiro (Progressistas) e do deputado estadual também reeleito João Paulo Segundo (Progressistas).
Segundo as informações recebidas pela PRE, servidores de cargos comissionados e de setores considerados estratégicos, como o Recursos Humanos, teriam sido pressionados pela direção da unidade a participar de reuniões e mobilizações políticas em favor dos dois candidatos.
A Procuradoria também apura a existência de um grupo em aplicativo de mensagens chamado “Time Lucas Queimadas”. Conforme o documento, o grupo teria sido usado para acompanhar a participação dos funcionários nas atividades, com listas de presença e registros fotográficos.
Ainda de acordo com os relatos analisados, servidores teriam sido convocados a atuar em campanha durante o expediente, sob ameaça de exoneração ou demissão caso não cumprissem as determinações.
Diante das informações, o procurador regional eleitoral Marcos Alexandre Queiroga decidiu transformar a Notícia de Fato em Procedimento Preparatório Eleitoral. A investigação poderá evoluir para uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e para uma Representação por Conduta Vedada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
O procedimento tem prazo de 60 dias para ser concluído, contado a partir da publicação da decisão.
O que dizem os citados
Procurado, o deputado estadual João Paulo Segundo afirmou que pretende aguardar o acesso aos elementos reunidos pela Procuradoria antes de se manifestar sobre o caso.
“Nessa época, tudo vira denúncia. Vou esperar para ver as provas apresentadas e aguardar os desdobramentos do caso”, declarou.
A Secretaria Estadual de Educação informou que não recebeu nenhuma notificação relacionada ao procedimento.
A direção-geral do Hospital Regional de Queimadas também foi procurada, mas não havia respondido até a última atualização. O espaço permanece aberto para manifestação.
da Redação




