
O esquema de segurança para o pleito eleitoral deste domingo (4) contará com a mobilização de 6,2 mil policiais militares em todos os 223 municípios paraibanos. A distribuição das tropas considera critérios como a quantidade de eleitores, o total de locais de votação indicados pela Justiça Eleitoral e a temperatura do cenário político em cada localidade. As informações foram detalhadas pelo comandante-geral da corporação, coronel José Ronildo, durante entrevista à TV Arapuan nesta quinta-feira (1º).
Os deslocamentos começaram pelas equipes destacadas para o Sertão do estado. Segundo o comandante, as cidades de Bayeux, Itabaiana, Piancó, Santa Rita, Cruz do Espírito Santo e Conde, que chegaram a solicitar tropas federais à Justiça Eleitoral, que indeferiu os pedidos, recebem atenção redobrada. Nessas localidades, o patrulhamento foi intensificado desde a segunda quinzena de setembro com grupamentos especializados.
A cobertura ordinária de segurança pública nos grandes centros, incluindo a Grande João Pessoa e Campina Grande, não sofrerá desfalques. Para assegurar o efetivo de 11,2 mil militares ativos, o governo estadual realizou a compra das folgas da corporação. Dessa forma, mais de 5 mil agentes permanecerão dedicados exclusivamente ao policiamento das ruas nas cidades paraibanas.
A proteção dos locais de votação envolve cerca de 3,2 mil homens e mulheres escalados para acompanhar as urnas eletrônicas desde a montagem das seções até a conclusão da apuração. A estratégia emprega uma média de dois a cinco policiais por colégio eleitoral, de acordo com o nível de complexidade e o histórico de ocorrências de cada área.
O foco operacional recai sobre a repressão aos crimes eleitorais, sobretudo a boca de urna, aglomerações ilegais, transporte irregular e compra de votos. A corporação trabalha de forma integrada com a Polícia Federal e a Polícia Civil, mobilizando equipes de inteligência e ocupação territorial comunitária para assegurar a tranquilidade do pleito e garantir a livre manifestação democrática do cidadão nas urnas.
da Redação



