Polícia Civil atribui oito roubos a grupo suspeito de manter famílias reféns em João Pessoa

A Polícia Civil da Paraíba identificou 24 pessoas suspeitas de integrar um grupo investigado por roubos a residências na Zona Sul de João Pessoa. Desse total, 15 foram presas. Segundo o delegado Lucas de Sá, oito crimes já foram relacionados à organização.
A atualização ocorreu depois que uma vítima reconheceu três homens apontados como participantes de um dos assaltos. Conforme a polícia, os suspeitos haviam sido presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na região da divisa entre o Paraná e Santa Catarina.
A apuração faz parte da Operação Reféns, deflagrada para investigar uma sequência de invasões a imóveis nos bairros de Mangabeira, Portal do Sol e na região do Seixas. Os crimes teriam ocorrido entre o fim de julho e aproximadamente o dia 22 de agosto.
No caso mais recente associado ao grupo, uma família, incluindo duas crianças de 5 e 2 anos, teria permanecido sob o poder dos criminosos por cerca de oito horas. Durante o período, os moradores teriam sido obrigados a realizar transferências bancárias, que somaram aproximadamente R$ 60 mil, segundo o delegado.
Os assaltantes também teriam levado um carro, uma motocicleta e outros objetos de valor da residência.
A vítima foi à 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira, onde reconheceu os três homens apresentados pela investigação. O procedimento é considerado um elemento da apuração, mas a participação individual de cada suspeito ainda será analisada no decorrer da investigação e, eventualmente, pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria um padrão de atuação. Os criminosos invadiam as casas, mantinham os moradores sob ameaça durante longos períodos e exigiam transferências por aplicativos bancários. Veículos, aparelhos eletrônicos e outros bens também eram roubados.
Entre os investigados estão seis homens que, de acordo com a polícia, teriam vindo do Acre para a Paraíba. Os três suspeitos reconhecidos pela vítima fazem parte desse grupo. A origem deles é mencionada na reconstrução da atuação investigada e não estabelece relação entre os crimes e a população acreana.
A Polícia Civil informou que há pessoas com mandados de prisão em aberto. Em entrevista, o delegado afirmou que o número de foragidos se aproxima de dez.
A investigação começou a resultar em prisões no dia 26 de agosto, quando foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nos bairros de Mangabeira e Gramame. Na ocasião, também eram apurados roubos em que famílias foram mantidas dentro das próprias casas.
O grupo ainda é investigado por um assalto a um depósito de gás, durante o qual uma arma pertencente a um policial teria sido roubada.
Em 15 de setembro, a Delegacia de Roubos e Furtos prendeu outro homem, de 29 anos. Conforme a Polícia Civil, ele teria recebido parte do dinheiro transferido por vítimas durante um roubo ocorrido no bairro do Seixas, em 22 de agosto.
Nesse episódio, uma família e uma funcionária teriam ficado reféns por cerca de três horas e 40 minutos, com prejuízo superior a R$ 50 mil. A ocorrência é diferente do caso mais recente, que envolveu o reconhecimento de três suspeitos e perdas estimadas em R$ 60 mil.
A Polícia Civil orienta que outras pessoas vítimas de roubos com características semelhantes, ocorridos entre o fim de julho e 22 de agosto, procurem as autoridades. A medida busca identificar possíveis crimes relacionados ao grupo.
As investigações continuam para localizar os suspeitos procurados, esclarecer a participação de cada investigado e verificar a existência de outras ocorrências vinculadas à organização.
da Redação




