Cartaxo descarta saída do PT, reclama de lentidão do partido e antecipa voto em João ao Senado

O deputado estadual Luciano Cartaxo voltou a negar qualquer possibilidade de deixar o Partido dos Trabalhadores e confirmou que seguirá na legenda para disputar a reeleição em 2026. Ao mesmo tempo, o parlamentar cobrou uma definição mais rápida do PT para a disputa majoritária e criticou o ritmo das discussões internas.
Durante entrevista à Rádio Arapuan FM, nesta quarta-feira (21), Cartaxo foi direto ao ser questionado sobre rumores de mudança de partido. Disse que não existe debate sobre desfiliação e que a estratégia, agora, é trabalhar a construção política dentro do campo da federação e manter uma atuação contínua na Assembleia Legislativa.
Além de reafirmar permanência no PT, o ex-prefeito de João Pessoa apontou incômodo com o que chamou de demora do partido em se posicionar diante do cenário eleitoral. Ele afirmou que o calendário político está andando, com lideranças já sinalizando caminhos, enquanto o PT ainda discute internamente.
Segundo Cartaxo, a indefinição interfere no planejamento de quem já está em pré-campanha. Ele disse que precisa cuidar da própria reeleição e não pode ficar esperando indefinidamente por reuniões e decisões do partido.
No mesmo contexto, o deputado saiu em defesa do deputado federal Luiz Couto, que declarou apoio à pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo. Para Cartaxo, Couto buscou ocupar um vácuo diante da demora do PT em apresentar uma posição clara.
Cartaxo também antecipou seu voto para o Senado: segundo ele, a tendência é apoiar o governador João Azevêdo, que já se colocou no cenário e, na avaliação do parlamentar, reúne resultados suficientes para ser escolhido.
Sobre o segundo voto, Cartaxo não fechou posição, mas indicou que deve abrir diálogo com o senador Veneziano Vital do Rêgo, lembrando que o apoiou na eleição passada.
Ao projetar o calendário político, o deputado afirmou que a Paraíba caminha para mudanças no comando do Estado e da Capital, com trocas previstas a partir de abril, e avaliou que o PT precisa acelerar decisões para evitar um cenário de dispersão interna no processo eleitoral.
da Redação




