Plano de recuperação judicial do Treze detalha prazos, descontos e participação de credores

A recuperação judicial do Treze Futebol Clube segue em destaque no Estádio Presidente Vargas. O clube, com dívida estimada em cerca de R$ 28 milhões, recebeu um novo plano de pagamento formulado pelos credores, que será apresentado em Assembleia Geral, ainda sem data definida.
O documento prevê condições diferentes para os dois tipos de credores: trabalhistas e quirografários. Dívidas trabalhistas de até 150 salários mínimos (R$ 198 mil) devem ser pagas integralmente em três anos, com parcelas anuais de R$ 30 mil, R$ 40 mil e o saldo restante limitado a R$ 118 mil. Valores acima desse limite, assim como créditos quirografários, terão desconto de 55% e prazos de até 10 anos, com correção anual de 1,5%. O Inter de Lages, maior credor do Treze, receberia, por exemplo, R$ 4,4 milhões dos R$ 8 milhões devidos após o deságio.
O plano também estabelece que, caso o clube não consiga arcar com os pagamentos, o Estádio Presidente Vargas, avaliado em cerca de R$ 23,7 milhões, poderá ser usado como garantia, respeitando sua condição de Patrimônio Histórico, Cultural, Material e Imaterial do estado.
Além disso, o documento trata da constituição de uma possível Sociedade Anônima do Futebol (SAF), na qual os credores terão participação ativa, podendo aprovar estatuto, indicar membros do conselho de administração, fiscalizar demonstrativos financeiros e acompanhar a gestão. O descumprimento das obrigações pode levar à execução das garantias ou até à falência do clube.
O plano detalhado busca equilibrar a quitação das dívidas com a sustentabilidade financeira do Galo da Borborema, definindo etapas claras para pagamento e participação dos credores na futura gestão do clube.
da Redação




