PF prende suspeito de usar identidade falsa para obter benefícios sociais na Paraíba e em SP

Um homem de 35 anos foi preso nesta quinta-feira (5) em uma nova etapa da Operação Alter Ego, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado. A ação ocorreu em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, e em Osasco, no estado de São Paulo.
Segundo a PF, o investigado teria criado uma identidade falsa com documentos pessoais falsificados. Com ela, teria aberto contas bancárias, obtido cartões de crédito e recebido o Bolsa Família, pago pelo município de Princesa Isabel desde 2017. A investigação também aponta que ele teria recebido o Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19.
Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do homem, em Osasco. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de R$ 11.892 mantidos em contas bancárias em nome dele.
A prisão desta quinta-feira foi determinada pela Vara Única de Princesa Isabel e se refere a uma condenação anterior, já transitada em julgado. Conforme a PF, em 2022 o homem foi condenado a seis anos de reclusão por crimes previstos no artigo 155 do Código Penal, relativo a furto, e no artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após a condenação, ele teria ido morar em Osasco usando a identidade falsa.
O homem deverá passar por audiência de custódia. Caso a investigação comprove a autoria e a materialidade dos crimes agora apurados, ele poderá responder por falsidade ideológica, uso de documentos falsos, falsa identidade e estelionato majorado.
Etapas anteriores da operação
A primeira fase da Operação Alter Ego ocorreu em 27 de outubro, em Campina Grande. A PF investigou um idoso suspeito de usar uma segunda identidade falsa para receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) por mais de dez anos. Segundo a investigação, o prejuízo aos cofres públicos teria superado R$ 108 mil.
Dois dias depois, também em Campina Grande, foi realizada a segunda fase. O alvo foi uma mulher suspeita de usar identidade falsa para receber, durante vários anos, o BPC/Loas e uma aposentadoria por invalidez pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prejuízo estimado ultrapassava R$ 109 mil.
Nas duas etapas anteriores, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o sequestro de valores em contas bancárias dos investigados.
da Redação




