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PF investiga suspeitas de compra de votos para favorecer candidatura de Felipe Leitão em Bayeux

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A Polícia Federal instaurou, nesta sexta-feira (2), um inquérito para investigar possíveis crimes eleitorais em Bayeux, na Grande João Pessoa. A apuração envolve suspeitas de compra de votos, coação de eleitores e uso da estrutura pública municipal para beneficiar a candidatura do deputado estadual Felipe Leitão (MDB), que disputa a reeleição e é marido da prefeita do município.

O procedimento foi aberto a partir de uma denúncia baseada em relatos encaminhados à Ouvidoria do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A portaria da investigação menciona a suposta realização de acordos com traficantes por meio da Secretaria de Assistência Social de Bayeux.

De acordo com o relato citado pela promotora de Justiça Juliana Couto Ramos, a secretária da pasta teria negociado apoio em comunidades dos bairros Mário Andreazza e São Lourenço. A denúncia também menciona a vereadora Iara Caetano e o assessor conhecido como Netinho Motos, que teriam intermediado a mobilização de eleitores em favor de Felipe Leitão.

As suspeitas incluem a distribuição de dinheiro e cestas básicas com a participação de agentes públicos, vereadores e intermediários. A investigação também apura a possível captação ilícita de sufrágio para favorecer candidaturas ligadas à administração municipal.

“Há notícias de promessa de distribuição de cestas básicas e dinheiro nas comunidades e no sentido de que o candidato FELIPE LEITÃO iria distribuir dinheiro para os vereadores de sua base aliada, em troca de apoio político. O dinheiro seria entregue ao contraventor penal e bicheiro ‘ZEZITO DA BANCA’ que procederá ao repasse a cada um dos vereadores, de valores em dinheiro, em sua banca, que se localiza nas proximidades da Igreja Universal”, diz um trecho da denúncia.

Outro trecho aponta que “a Secretária de Assistência Social do Município de Bayeux teria realizado acordos com traficantes no Bairro Mário Andreazza e no Bairro São Lourenço, a vereadora IARA CAETANO e seu assessor por nome NETINHO MOTOS, intermediaram para que os locais votassem no aludido candidato”.

O caso foi considerado prioritário pelo Grupo de Investigação de Crimes Eleitorais da Polícia Federal. Policiais fizeram levantamentos em campo, verificaram endereços e buscaram qualificar pessoas citadas para subsidiar informações destinadas à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público.

Felipe Leitão contesta denúncia

Felipe Leitão afirmou que a investigação seria uma “armação da oposição”. Segundo ele, a denúncia é anônima, não apresenta provas ou fatos concretos e surgiu às vésperas da eleição com o objetivo de prejudicar sua imagem.

“Isso é uma armação da oposição. É uma denúncia anônima, sem apresentação de uma única prova, sem um único fato concreto e que aparece justamente a dois dias da eleição. Querem criar uma narrativa para atingir a minha imagem e interferir na decisão do eleitor”, declarou.

O deputado disse ainda que respeita o trabalho da Polícia Federal e defendeu a apuração dos fatos.

“Quero que investiguem tudo. Não tenho absolutamente nada a temer. O que não aceito é que uma denúncia anônima, sem prova e sem fundamento apresentado até agora, seja utilizada politicamente para tentar destruir uma candidatura a 48 horas da eleição”, afirmou.

Até o momento, a investigação está concentrada na apuração dos indícios. Nenhum parlamentar é investigado no caso, já que, em razão da prerrogativa de foro, seria necessária uma decisão judicial para esse tipo de medida.

da Redação

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