Passageiros contêm agressor e piloto reserva faz pouso de emergência em aeroporto na Arábia Saudita

Passageiros do voo FZ 1073 conseguiram impedir que uma situação de descontrole terminasse em tragédia. Durante o trajeto, eles entraram na cabine de comando, imobilizaram o agressor e protegeram os integrantes da tripulação que estavam feridos.
Com o piloto responsável incapacitado, um piloto reserva que estava a bordo assumiu o controle dos manetes e desviou a aeronave para um pouso de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita. Antes da aterrissagem, o avião havia emitido alertas de emergência e o código internacional usado em casos de sequestro de aeronaves.
Após o pouso, passageiros registraram mensagens nas quais relataram o ambiente de tensão dentro do avião e pediram ajuda às autoridades sauditas.
“Estamos aqui no avião, controlamos os terroristas. Quem estiver me ouvindo, precisamos de ajuda. Estamos na área de Tabuk, na Arábia Saudita, que não conhecemos. Todos os passageiros estão bem, menos o piloto”, afirmou um dos viajantes em uma gravação feita depois da aterrissagem.
Outro passageiro contou que os ocupantes perceberam manobras anormais enquanto o avião se aproximava da fronteira com a Jordânia. Segundo ele, os passageiros não sabiam se havia alguém no comando da aeronave ou se o piloto ainda estava vivo.
“Quando estávamos na fronteira com a Jordânia, houve uma turbulência enorme por 20, 30 segundos, depois estabilizou, e então perdeu sustentação novamente por dez segundos, e vimos que na frente tinha um tumulto. Não sabíamos se havia um piloto ou não, ou mesmo se o piloto estava vivo”, relatou.
Um dos passageiros que participou da contenção do agressor também descreveu a situação após deixar a aeronave.
“Chegaremos em casa em algumas horas, e eu terei que trocar de roupa, estou todo ensanguentado, mas nós pegamos o terrorista. Tinha mais dois pilotos que estavam no avião, um deles assumiu o controle do avião, e aí procuraram um lugar para pousar”, disse.
Segundo autoridades israelenses, o copiloto apontado como responsável pelo ataque é cidadão de Omã, país do Oriente Médio que não mantém relações diplomáticas formais com Israel. Ele foi preso pelas forças de segurança da Arábia Saudita e levado para interrogatório.
O episódio ocorreu uma semana antes do marco de três anos dos ataques terroristas de 7 de outubro contra Israel. Diante das circunstâncias, o governo de Benjamin Netanyahu passou a classificar oficialmente o caso como uma tentativa de atentado.
Depois do atendimento aos feridos, os passageiros seguiram para Tel Aviv em outro voo providenciado pelas autoridades. Eles foram recebidos no aeroporto israelense, enquanto órgãos de aviação e serviços de inteligência internacional mantêm as investigações sobre as motivações do ataque.
da Redação



