Paraíba perde Eilzo Matos, ex-deputado e imortal da Academia de Letras

A Paraíba se despede, nesta segunda-feira (30), de uma das suas figuras públicas mais completas e longevas. O ex-deputado estadual, advogado e escritor Eilzo Nogueira Matos morreu aos 91 anos, em João Pessoa. Natural de Sousa, no Sertão paraibano, Eilzo deixou um legado que atravessa gerações na política e na cultura do estado, sendo avô do deputado estadual Felipe Leitão (MDB) e sogro do vereador Mikika Leitão (MDB).
A trajetória de Eilzo Matos foi marcada pela versatilidade. Na política, exerceu dois mandatos na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e comandou pastas estratégicas no Governo do Estado, como as secretarias de Segurança Pública e do Interior e Justiça. Sua contribuição, no entanto, foi além dos gabinetes: ele foi peça-chave na fundação da Faculdade de Direito de Sousa e na criação do Festival de Inverno de Areia, eventos que transformaram o cenário educacional e cultural paraibano.
No campo intelectual, o “Doutor Eilzo”, como era respeitosamente chamado, ocupou espaços de prestígio na comunicação e nas artes. Passou pela direção da Rádio Tabajara, pela Fundação Cultural do Estado (Funesc) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep). Em 2009, sua produção literária e dedicação à cultura o levaram à cadeira número 3 da Academia Paraibana de Letras (APL), onde se tornou um membro imortal.
De acordo com informações da família, o corpo do ex-deputado deve ser levado para sua terra natal, Sousa, onde ocorrerá o sepultamento. O retorno ao Sertão encerra o ciclo de um homem que, embora tenha brilhado na capital, nunca se desligou de suas raízes sertanejas. O falecimento de Eilzo Matos repercutiu imediatamente nos meios políticos e acadêmicos, com diversas notas de pesar destacando sua ética e contribuição inestimável à história da Paraíba.
da Redação




