Policial

Paraíba chega a 36 feminicídios em 2025 e supera total do ano passado

A Paraíba atingiu a marca de 36 feminicídios em 2025, ultrapassando com folga o total registrado em todo o ano passado, quando o estado contabilizou 26 casos. O dado reforça o avanço da violência contra mulheres no território paraibano e reacende o alerta das autoridades e da sociedade para a gravidade do problema.

O número atual representa um aumento de dez casos em relação a 2024 e indica uma média preocupante: cerca de três mulheres assassinadas por mês no estado, o equivalente a uma morte a cada dez dias — e o ano ainda não chegou ao fim.

O registro mais recente ocorreu na madrugada desta quinta-feira (25), dia de Natal, no bairro de Gramame, em João Pessoa. Uma mulher de 60 anos foi morta dentro de casa, na comunidade do Engenho Velho. O principal suspeito é o companheiro da vítima, que está internado sob custódia policial no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e deverá prestar depoimento após alta médica.

Leia mais: Mulher é assassinada na Zona Sul de João Pessoa; companheiro é o principal suspeito

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, entre janeiro e outubro deste ano, os feminicídios foram registrados em pelo menos 20 municípios paraibanos, incluindo João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Patos, Cajazeiras, Solânea, Pombal e Triunfo, evidenciando que o problema atinge diferentes regiões do estado.

Desde 2015, o feminicídio é classificado como crime hediondo. Em 2024, com a sanção da Lei 14.994, passou a ser tratado como crime autônomo no Código Penal, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão, superiores às previstas para o homicídio qualificado. A legislação considera feminicídio o assassinato de mulheres motivado por violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação de gênero.

Diante dos números, as autoridades reforçam a importância da denúncia. Casos de violência contra mulheres podem ser comunicados pelo 190, em situações de emergência, pelo 197, da Polícia Civil, pelo 180, canal nacional de apoio, ou diretamente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, incluindo o plantão 24 horas da Deam Sul, em João Pessoa. Também é possível registrar ocorrências pela delegacia online do estado.

da Redação

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