Policial

Operação cumpre 21 prisões e bloqueia R$ 15 milhões contra grupo suspeito de comandar crimes de presídios

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, tortura, homicídios e lavagem de dinheiro. As ações ocorreram em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, além de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões em bens e ativos ligados aos investigados.

A investigação apura a transmissão de ordens criminosas a partir do sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é responsabilizar tanto os suspeitos que determinavam as ações quanto aqueles apontados como executores.

De acordo com o delegado Emanuel Henriques, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), cinco mandados de prisão foram cumpridos contra pessoas que já estavam presas. Mesmo no sistema penitenciário, elas continuariam se comunicando com integrantes em liberdade e, conforme as investigações, ordenando ações relacionadas ao tráfico, à lavagem de dinheiro e a homicídios.

Uma mulher presa em uma unidade prisional de Minas Gerais também foi alvo de um mandado. A polícia suspeita que ela participasse da estrutura de comando da organização.

Na Paraíba, 15 presos foram encaminhados à Central de Polícia Civil, em Campina Grande. Durante as diligências, outras três prisões em flagrante foram realizadas: duas por tráfico de drogas e uma por posse ou porte ilegal de arma de fogo.

Investigação sobre lavagem de dinheiro

A apuração identificou ainda um núcleo suspeito de ocultar e movimentar recursos obtidos com o tráfico de drogas. Segundo o delegado, os investigados utilizavam contas bancárias de terceiros, chamados de “laranjas”, para receber valores e fazer transferências.

Parte do dinheiro também teria passado por estabelecimentos comerciais e empresas, em uma tentativa de conferir aparência legal aos recursos, conforme a investigação.

Além do bloqueio financeiro, os policiais apreenderam veículos que teriam sido comprados com dinheiro do tráfico, segundo a polícia. Também foram recolhidos dinheiro em espécie e aparelhos celulares.

Participaram da operação equipes da DRACO, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRF), da Seccional de Esperança e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

da Redação

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo