Política

Na Arapuan: André Gadelha defende atuação independente no Senado e critica gastos públicos

O candidato ao Senado pela Paraíba, André Gadelha (MDB), afirmou nesta quinta-feira (20), durante sabatina no Sistema Arapuan de Comunicação, que pretende atuar de forma independente no Congresso, defendendo pautas de interesse da Paraíba independentemente de quem ocupe a Presidência da República.

Ao comentar alianças políticas, Gadelha disse que, na sua avaliação, a Paraíba não agregaria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com exceção do senador Veneziano Vital do Rêgo.

“Mas Veneziano agrega a Lula. A questão de Lula é que a Paraíba não agrega a Lula, a não ser Veneziano”, declarou.

Gadelha também questionou a presença do presidente em palanques locais que, segundo ele, não ofereceriam o mesmo apoio político que Veneziano e o MDB poderiam proporcionar.

“Não entendo por que Lula está na Paraíba no palanque que não vai oferecer a ele o que Veneziano e o MDB poderiam entregar mais”, afirmou.

Durante a entrevista, o candidato reforçou que sua prioridade será defender propostas que considera essenciais para o desenvolvimento do estado.

“Quando eu comecei minha campanha, sempre preguei desde o início: eu quero ser senador para defender as pautas do povo, defender as pautas que eu acredito que podem ter desenvolvimento para a nossa Paraíba, independente de quem seja o presidente. Eu vou estar defendendo o que eu acho que é certo”, disse.

Gadelha também afirmou que o voto para presidente ficará em segundo plano em sua campanha. “Meu voto para presidente ficará em segundo plano. Eu irei trabalhar minhas pautas independente de quem seja o governo federal”, concluiu.

Críticas a gastos públicos e defesa de reforma administrativa
O candidato aproveitou a sabatina para criticar despesas que considera excessivas envolvendo agentes públicos. Ele citou banquetes realizados na Europa, cujos custos, segundo ele, chegariam a R$ 5 milhões, e o uso de aeronaves da FAB sem agenda oficial, com diárias de aproximadamente R$ 30 mil apenas para os tripulantes.

“É você abrir as páginas no jornal e ver deputados, inclusive paraibanos, participando de banquetes na Europa que custam 5 milhões de reais, 1 milhão de dólares uma conta. É você pegar um avião da FAB que é pago por gente e utilizar sem uma agenda oficial e custar R$ 30.000 de diária só para os tripulantes”, afirmou.

Para Gadelha, o principal problema do país não está na redução da jornada de trabalho, mas na necessidade de uma reforma administrativa e na redução de desperdícios no gasto público.

“O problema do Brasil não é esse, não é lhe dar folga para você pensar, não é lhe dar folga para você ter outra alternativa de emprego, não é lhe dar folga para você ter o seu lazer com sua família. É a gente tentar enxugar, é fazer uma reforma administrativa no Brasil, é você tentar enxugar os gargalos que estão sendo desviados pelo poder público”, declarou.

O candidato também mencionou que muitos trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras com apenas um dia de folga semanal e um salário mínimo, mas ressaltou que a solução passa por cortar excessos e melhorar a gestão pública.

Eleição para o Senado
André Gadelha destacou que, na última eleição para o Senado, cerca de 1,05 milhão de eleitores foram às urnas sem votar em nenhum candidato. Neste pleito, com duas vagas em disputa, ele pediu atenção dos eleitores para as propostas dos candidatos estaduais.

“É muito tempo, porque oito anos é uma vida, é uma história. A gente tem que olhar para a Paraíba diferente, e a gente só consegue olhar se o eleitor estiver atento a tudo o que está passando para depois não chorar o leite derramado”, finalizou.

da Redação

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