Política

MPE apura denúncias de falta de ônibus, uso de celulares e sorteio de moto na Paraíba

O Ministério Público Eleitoral (MPE) acompanhou a votação do segundo turno das Eleições 2026 na Paraíba, realizado no domingo (25), e registrou ocorrências em João Pessoa e São Bento, no Sertão do estado.

Na Capital, o órgão recebeu denúncias sobre a redução ou ausência de ônibus coletivos durante o período de votação. Os relatos apontavam que a falta de transporte poderia ter dificultado o deslocamento de eleitores até os locais de votação.

Diante das informações, o MPE acionou órgãos municipais e estaduais, entre eles a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Promotores eleitorais também realizaram inspeções e acompanharam a situação, que apresentava normalização no período da tarde. As circunstâncias de eventuais interrupções ainda serão apuradas.

Outra ocorrência acompanhada pelo Ministério Público envolveu eleitores que teriam utilizado celulares dentro das cabines de votação. A legislação eleitoral proíbe a entrada, nesse espaço, de aparelhos e equipamentos capazes de registrar imagens, para proteger o sigilo do voto e evitar práticas como coação e compra de votos.

Em São Bento, o MPE recebeu informações sobre um sorteio de motocicleta relacionado ao número de um dos candidatos que disputaram o segundo turno. O caso será analisado pelas autoridades competentes, que deverão verificar as circunstâncias da iniciativa e se houve eventual infração eleitoral.

O procurador regional eleitoral na Paraíba, Marcos Queiroga, afirmou que a fiscalização teve como objetivo garantir a liberdade de escolha dos eleitores.

“Nosso trabalho foi assegurar que cada cidadão pudesse exercer livremente o direito de votar, sem pressões, constrangimentos ou qualquer forma de interferência indevida. O Ministério Público Eleitoral acompanhou as ocorrências e atua para que eventuais irregularidades sejam apuradas, sempre com o compromisso de proteger a liberdade do voto e a legitimidade do processo democrático”, declarou.

da Redação

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