Marcação científica de tartarugas começa no litoral da Paraíba durante período de desova

Pesquisadores e voluntários iniciaram neste mês uma nova etapa de acompanhamento das tartarugas-marinhas que utilizam o litoral da Paraíba para reprodução. A ação é conduzida pela Associação Guajiru e envolve a marcação dos animais como ferramenta para ampliar o conhecimento sobre o comportamento das espécies e reforçar estratégias de conservação.
O trabalho ocorre principalmente à noite, período em que as fêmeas chegam às praias para desovar. As áreas monitoradas concentram-se em Intermares, no município de Cabedelo, e nos bairros do Bessa e Jardim Oceania, em João Pessoa, pontos já identificados como recorrentes para a reprodução das tartarugas.
Nos primeiros dias de atividade, duas fêmeas já foram identificadas e marcadas, permitindo o início do acompanhamento individual desses animais. A iniciativa possibilita mapear deslocamentos ao longo dos anos, identificar áreas de alimentação e avaliar a fidelidade das tartarugas às praias de desova.
De acordo com a equipe técnica, a marcação é realizada no momento da postura dos ovos, quando o animal está menos sensível a estímulos externos. Pequenas placas metálicas com numeração individual são fixadas nas nadadeiras dianteiras, permitindo o reconhecimento em futuros registros, inclusive fora do Brasil.
Para viabilizar o trabalho na Paraíba, integrantes da associação passaram por capacitação técnica em centros especializados de conservação de tartarugas-marinhas, adotando protocolos já utilizados em outros estados do Nordeste e do Sudeste. O projeto conta ainda com apoio institucional e parcerias privadas que contribuíram com treinamento e estrutura.
A Associação Guajiru também pede a colaboração da população. Caso alguém encontre uma tartaruga morta na praia com identificação metálica, a orientação é não retirar a marca, pois ela é essencial para os estudos. A recomendação é registrar imagens e informar o caso à entidade por meio do telefone (83) 99608-5226.
da Redação




