
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não deve visitar a Paraíba antes do segundo turno das Eleições 2026, segundo avaliação do senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB). A declaração foi dada nesta quinta-feira (15), durante entrevista à Rádio Arapuan FM.
Questionado sobre a possibilidade de uma agenda do presidente no estado, Veneziano afirmou que não há previsão de visita. De acordo com o senador, Lula tem participado de manifestações políticas e se reunido com aliados, incluindo governadores eleitos no primeiro turno.
“Não há como você imaginar poder conciliar, nesses nove dias restantes, a presença do presidente Lula na Paraíba”, declarou. O parlamentar também lamentou a ausência do petista durante o período eleitoral e disse considerar fundamental a reeleição do presidente.
“Seria um desastre ciclópico perder essa eleição. Esse retrocesso seria desastroso para o Brasil”, afirmou.
Agenda pró-Lula na Paraíba
Veneziano também informou que não foi convidado pelo governador Lucas Ribeiro (Progressistas), atual coordenador da campanha de Lula na Paraíba, para participar de uma agenda no segundo turno. Durante a primeira etapa da disputa, a coordenação ficou sob responsabilidade do ex-presidente do PT, Charlinton Machado. Lucas foi anunciado para a função na segunda-feira (5).
Apesar de não ter recebido o convite, o senador disse que está disposto a participar de atividades conjuntas, independentemente de quem faça a convocação. “Estarei presente, independente de quem proponha o convite, pois o projeto maior é eleger Lula”, declarou.
Veneziano afirmou ainda que retornará à Paraíba depois das votações da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e da PEC da Segurança. Segundo ele, após essas votações, pretende se dedicar integralmente à campanha pela renovação do mandato de Lula.
Campanha “sórdida e turbulenta”
Durante a entrevista, o senador também avaliou a campanha do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB), que terminou a disputa pelo Governo da Paraíba em terceiro lugar. Veneziano classificou o processo como “sórdido e turbulento” e disse que diferentes episódios contribuíram para o resultado nas urnas.
“Existem elementos que participaram para que esses resultados acontecessem”, afirmou.
Segundo Veneziano, a candidatura foi uma decisão pessoal de Cícero, que tinha competitividade e uma avaliação positiva da gestão na Prefeitura de João Pessoa. O senador, porém, disse que não poderiam ser ignorados os questionamentos enfrentados pelo ex-prefeito durante a campanha.
Entre os fatores citados estão as dúvidas sobre a possibilidade de Cícero disputar a eleição, que, conforme Veneziano, persistiram até dois dias antes da votação. Ele também mencionou questionamentos sobre o registro da candidatura no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além da necessidade de alterar a composição das suplências da chapa.
Na avaliação do senador, a sucessão desses acontecimentos tornou a disputa mais difícil para o candidato do MDB.
da Redação




