Policial

Irmão de mulher suspeita de matar mãe em João Pessoa relata histórico de dependência química

O filho da idosa Terezinha Silva, de 77 anos, assassinada dentro do próprio apartamento no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa, falou publicamente pela primeira vez sobre o crime. Em entrevista a um programa de televisão, ele afirmou que a irmã, principal suspeita, enfrentava problemas antigos com drogas.

Leia mais: Mulher se entrega e confessa morte da própria mãe em apartamento de João Pessoa

Carlos Antônio relatou que a mãe sempre tentou acolher a filha, mesmo diante das dificuldades provocadas pela dependência química. Segundo ele, a suspeita já havia sido expulsa de outros locais onde morava e recebia apoio constante da idosa.

Abalado, o filho afirmou não compreender o que teria levado a irmã a cometer o crime e declarou revolta com a situação. Para ele, a mãe fez tudo o que estava ao seu alcance para ajudar a filha, que, mesmo assim, acabou protagonizando uma tragédia familiar.

Crime e confissão
O caso veio à tona na quinta-feira (29), quando Camila, apontada como autora do homicídio, se apresentou espontaneamente em uma delegacia no município de Lagoa de Dentro e confessou o crime.

Após o depoimento, equipes da Polícia Civil da Paraíba foram acionadas e seguiram até o apartamento onde mãe e filha moravam. No local, o corpo da idosa foi encontrado enrolado em lençóis, no chão da sala.

De acordo com as informações iniciais, o assassinato ocorreu após uma discussão entre as duas. Depois do ataque, a suspeita deixou o imóvel e fugiu para o interior do estado, onde decidiu se entregar.

Histórico de conflitos
As investigações apontam que Camila tinha histórico de dependência química, comportamento agressivo e conflitos frequentes com a mãe. Ela havia retornado para a casa da idosa há menos de um mês, após um período afastada.

Relatos preliminares da perícia indicam que o crime foi cometido com uma faca de cozinha e um cano de PVC, utilizado para asfixiar a vítima. Além dos golpes, foram identificadas marcas de arranhões, o que sugere que houve luta corporal antes da morte.

O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito e esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.

da Redação

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