Política

Hugo Motta coloca tarifa zero e escala 6×1 no centro do debate na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prepara uma nova frente de discussão no Congresso com foco em propostas de forte apelo social, entre elas a criação da tarifa zero no transporte público. A iniciativa prevê a instalação de uma comissão especial após o Carnaval, com o objetivo de aprofundar o debate sobre modelos de financiamento e viabilidade da medida.

A proposta integra um conjunto de pautas que o parlamentar pretende priorizar neste início de ano legislativo. Entre os temas colocados como estratégicos também estão a Proposta de Emenda à Constituição voltada à Segurança Pública, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a discussão sobre o fim da escala 6×1. Ao mesmo tempo, projetos com maior resistência política, como a reforma administrativa, devem perder espaço na agenda imediata.

A discussão sobre a gratuidade no transporte também mobiliza o governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha o tema e avalia alternativas que possam ampliar o acesso ao transporte coletivo. Entre as possibilidades em análise estão a criação de fundos específicos, com participação de empregadores e repasses públicos, além de modelos de subsídio compartilhado entre União, estados e municípios. Apesar disso, a adoção imediata da medida é considerada difícil devido ao impacto financeiro.

Outro ponto que passou a ganhar destaque é a mudança de postura de Hugo Motta em relação ao fim da escala 6×1. Após demonstrar resistência à proposta no passado, o deputado passou a defender a tramitação do tema e autorizou o avanço da discussão na Comissão de Constituição e Justiça. A movimentação indica um reposicionamento político voltado a pautas com maior alcance entre os trabalhadores.

Nos bastidores, o governo federal e lideranças do Congresso discutem o formato mais viável para essas propostas, incluindo a possibilidade de tramitação em regime de urgência. A expectativa é que os debates avancem ao longo do ano, com impacto direto na agenda política e nas articulações nacionais.

da Redação

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