Homem suspeito de injúria racial durante confusão na UFCG é solto após audiência de custódia

O homem preso por suspeita de injúria racial durante uma confusão política na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) foi liberado nesta sexta-feira (9), após passar por audiência de custódia. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.
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O caso aconteceu na manhã dessa quinta-feira (8), depois que homens retiraram cartazes com conteúdo político instalados por estudantes no campus. Durante a discussão, uma estudante idosa teria sido alvo de injúria racial, segundo relatos de pessoas que presenciaram a ocorrência.
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Outras duas pessoas foram levadas à delegacia durante o tumulto. Uma delas foi acusada de cuspir no rosto de um policial. Essa pessoa assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberada ainda nessa quinta-feira.
De acordo com o professor da UFCG João Lima Neto, os homens que retiraram os materiais teriam afirmado que atuavam como fiscais eleitorais e da universidade. Segundo o relato, um deles disse que já havia removido um cartaz e que faria o mesmo novamente.
Quando o professor tentou impedir a retirada, houve empurrões, ainda conforme o relato. Dois dos homens deixaram o local em uma motocicleta. O terceiro foi conduzido pela Polícia Militar à Central de Polícia sob escolta, diante do receio de que fosse agredido pelos estudantes.
Um estudante também foi levado pelos policiais após, segundo um agente, cuspir e atingir um integrante da corporação. Pessoas que estavam no local disseram que estudantes envolvidos na discussão foram orientados a registrar boletim de ocorrência sobre a suposta injúria racial.
Uma equipe da universidade, um advogado e integrantes do setor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) voltado a casos relacionados a crimes de racismo acompanharam os envolvidos até a delegacia, conforme informou João Lima Neto.
Segurança no campus
A UFCG informou, durante uma coletiva realizada na quinta-feira (8), que pretende reforçar a segurança no campus após o episódio.
A vice-reitora Fernanda de Lourdes Almeida Leal afirmou que a universidade está adotando providências tanto na esfera policial quanto internamente. Segundo ela, os três homens que foram à instituição e teriam se apresentado como fiscais são estudantes de Direito de uma faculdade particular e não exercem a função de fiscais de nenhuma instituição.
A reportagem tentou contato com o delegado responsável pela investigação para obter informações sobre a situação do terceiro homem conduzido à delegacia, mas não recebeu resposta até a última atualização.
da Redação




