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Gêmeas transformam escola de CG em galeria com desenhos e pinturas

As irmãs gêmeas Maria Clara e Maria Carolina Fortes, de 12 anos, vêm chamando atenção em Campina Grande pela habilidade com lápis e pincéis. Apaixonadas por desenho desde os três anos de idade, as meninas aprimoraram técnicas, aprenderam a pintar e passaram a experimentar diferentes estilos artísticos, talento que agora ganhou um cenário especial: as paredes de uma escola municipal.

As ilustrações das gêmeas passaram a fazer parte da estrutura da unidade onde estudam, no Complexo Aluízio Campos. O reconhecimento veio dentro do próprio ambiente escolar e, com incentivo da direção, os corredores e espaços comuns foram preenchidos com pinturas e desenhos produzidos pelas duas.

 Gêmeas desenhistas ilustram paredes de escola em Campina Grande

Segundo o diretor da escola, Diego Rocha Guedes, a proposta é abrir espaço para que o talento das alunas se desenvolva. Ele afirma que a instituição busca estimular a criatividade e oferecer oportunidades para que as meninas continuem aperfeiçoando a arte.

A iniciativa é vista como um ganho que vai além da estética. Para o artista plástico José Brito Andrade, projetos desse tipo ajudam a fortalecer a interação entre os estudantes e podem ser usados como ferramenta pedagógica, aproximando os alunos por meio da arte e da vivência cultural.

 Gêmeas desenhistas ilustram paredes de escola em Campina Grande

Sonho de futuro: design
Mesmo ainda jovens, Clara e Carolina já têm um objetivo definido: querem estudar design. Apesar de caminharem juntas na arte, cada uma tem preferências bem distintas. Uma das irmãs se dedica a personagens de anime, enquanto a outra se identifica com a arte sacra e diz que pretende seguir um caminho ligado à criação de peças e conteúdos voltados à religiosidade.

As gêmeas também deram um passo importante para expandir o trabalho para o digital. Elas receberam um computador do projeto Computador Nota Dez, ligado ao Laboratório de Tecnologia Agroambiental da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que recupera máquinas usadas e destina equipamentos para a comunidade.

Clara comemorou a conquista e disse que vinha treinando animação há meses na expectativa de desenhar também no ambiente virtual, inclusive com recursos em 3D. Em casa, o equipamento é dividido igualmente entre as duas, em um esquema de revezamento.

A mãe das meninas, Marlin Silva, afirma que o dom artístico apareceu cedo e acredita que o computador será uma ferramenta decisiva para o futuro das filhas, que seguem unindo talento, dedicação e criatividade dentro e fora da escola.

da Redação

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