
O ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, respondeu, nesta quinta-feira (1º) à declaração do presidente nacional do PSB, João Campos, sobre uma possível expulsão do partido. O candidato a deputado federal pela legenda socialista afirmou que não reconhece a necessidade de prestar esclarecimentos ao dirigente partidário e disse estar mais determinado a disputar a eleição.
“Não devo satisfação nenhuma a esse cidadão João Campos. Sou do PSB de Miguel Arraes, de João Mangabeira, de Graciliano Ramos e de João Azevedo. Ele [Campos] aja pelo organograma do partido e eu vou me defender. Sou mais candidato do que nunca e quem duvida, vai ver o que acontecerá na noite de 4 de outubro”, declarou.
A manifestação ocorreu após João Campos ser questionado pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, durante o debate promovido pela Rede Globo na última terça-feira (29). Ela perguntou por que o partido teria investido 400 vezes mais na candidatura de Tyrone do que em outros candidatos às eleições deste ano na Paraíba e não teria expulsado o ex-prefeito após a condenação por agressão a uma ex-namorada.
Em resposta, João Campos afirmou que o Conselho de Ética do PSB deverá expulsar Tyrone.
Nesta quinta-feira (1º), o PSB divulgou uma lista de candidatos a deputado federal na Paraíba sem incluir o nome do ex-prefeito. Tyrone classificou a ausência como um possível erro. “Entendo que foi um equívoco que será corrigido”, comentou.
Dinheiro apreendido
Sobre os R$ 308 mil apreendidos pela Polícia Federal na terça-feira (29), durante uma investigação sobre suposto financiamento irregular de campanha, Fábio Tyrone afirmou que o dinheiro havia sido retirado de uma agência bancária para pagar trabalhadores de duas empresas que pertencem a ele.
“Não tem nada de errado. O dinheiro é meu e terá que ser devolvido”, disse.
Na ocasião, duas pessoas foram presas pela Polícia Federal. A investigação apura a origem e a utilização dos recursos.
da Redação




