Comercialização irregular e falsificação de canetas emagrecedoras acendem alerta no país

O avanço na procura por canetas injetáveis utilizadas no tratamento da obesidade tem aquecido o setor farmacêutico em todo o Brasil, mas acendeu o alerta de especialistas para o avanço das vendas irregulares e falsificações. Segundo a farmacêutica Joana Freitas, a alta na demanda acabou impulsionando a atuação de golpistas no mercado consumidor.
A especialista enfatizou que a comercialização desses medicamentos é restrita a farmácias devidamente autorizadas e requer retenção da receita médica. Por exigirem controle de refrigeração para preservar a eficácia e segurança da substância, a compra através de canais não oficiais representa risco direto à saúde. Ofertas com valores muito inferiores aos praticados pelo mercado, segundo a farmacêutica, devem soar como forte indício de fraude ou procedência duvidosa.
Outra prática que preocupa o setor de saúde é o fracionamento e a venda avulsa de doses de medicamentos conhecidos, a exemplo do Ozempic, Mounjaro e Wegovy. A aplicação fracionada e sem suporte profissional, realizada fora de unidades e drogarias credenciadas, compromete a conservação do produto e dificulta a checagem da concentração correta. Antes de iniciar qualquer tratamento injetável, a orientação é checar elementos como lote, validade e límpidez do produto, associando o uso ao acompanhamento médico e nutricional regular para evitar quadros graves de intoxicação ou reações adversas.
da Redação




