
De olho nos votos da classe C, os candidatos à Presidência da República aproveitam os últimos dias antes das eleições para anunciar propostas econômicas para essa faixa do eleitorado, também conhecida como classe média baixa.
Do lado de Flávio Bolsonaro (PL), o senador aposta na retomada do Perse (Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos), lançado por Jair Bolsonaro em 2021, durante a pandemia da Covid-19, para falar com esse mesmo eleitor.
O entendimento dentro da campanha do PL é de que o pequeno empresário do setor de eventos tem se sentido deixado de lado e poderia ser conquistado com essa promessa de ajuda.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto de lei que atualiza as regras do MEI (Microempreendedor Individual). A medida é tida como uma possibilidade de avançar em cima de um eleitorado que, segundo integrantes do Palácio do Planalto, pode mudar de voto caso sinta que a vida irá melhorar financeiramente.
Entre os principais pontos da proposta estão:
- perdão de dívidas de MEIs contraídas até 13 de outubro de 2026;
- aumento do limite anual de faturamento para até R$ 140 mil em 2028;
- possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas atividades.
A classe C é considerada a maior faixa do eleitorado brasileiro e poderá definir o resultado da eleição no próximo domingo (25). É considerada classe C aquele que tenha renda familiar entre R$ 3 e R$ 10 mil mensais.
Agência Brasil




