Policial

Cabeça é encontrada em área de mata e passa por perícia após violação de túmulo em João Pessoa

Uma cabeça humana foi localizada dentro de um saco em uma área de mata no bairro de Gramame, na Zona Sul de João Pessoa, na manhã deste domingo (13). O Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) fará exames para verificar se o membro pertence a Jonailton José Venâncio da Costa, de 22 anos.

Leia mais: Túmulo é violado e corpo é carbonizado no Cemitério São José, em Cruz das Armas

O corpo de Venâncio foi retirado do túmulo no Cemitério São José, em Cruz das Armas, no sábado (12). Segundo as autoridades, os suspeitos carbonizaram o cadáver e arrancaram a cabeça. O membro encontrado em Gramame estava sem uma das orelhas.

A Polícia Civil foi chamada depois que a mãe de Jonailton recebeu informações sobre a localização da cabeça. Conforme o delegado Thiago Cavalcanti, ela afirmou que as características do membro eram semelhantes às do filho, mas a identificação só poderá ser confirmada após a perícia.

Entenda o caso
Jonailton foi baleado dentro da Cozinha Comunitária do Taipa, no bairro Costa e Silva, na última quinta-feira (10). De acordo com a Polícia Militar, ele entrou no local tentando escapar de um grupo de suspeitos, mas acabou atingido pelos disparos.

A PM informou ainda que a violação do túmulo teria sido cometida por integrantes de uma facção rival. As informações repassadas à corporação apontam que a cabeça poderia ter sido deixada em frente à residência da vítima.

Até a última atualização, não havia confirmação pericial de que o membro encontrado em Gramame era de Jonailton.

Vigilante teria sido rendido
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb) informou, por meio de nota, que o vigilante do Cemitério São José foi rendido por suspeitos armados.

O funcionamento do cemitério foi suspenso até a conclusão dos procedimentos. Ainda segundo a secretaria, imagens das câmeras do projeto Smart City instaladas no local serão utilizadas na investigação.

A mãe da vítima, que não quis ter a identidade divulgada, disse que soube da violação por meio do Instagram. Ela também questionou a segurança do cemitério e pediu justiça.

“Cadê a segurança desse cemitério? Não só desse como de outros, porque ontem a gente levando no caixão, teve tiro. Eu tive que pedir apoio da polícia. Eu questionei com a direção do cemitério se aqui não tem guarda. O guarda vai ficar aqui para morrer? A família está sofrendo duas vezes. Só quem é mãe entende minha dor. Eu quero justiça”, relatou.

da Redação

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