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Bruno Cunha Lima reage a recomendação do MP e busca saída conjunta para quiosques do Açude Velho

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (24) que a gestão municipal intervirá diretamente para regularizar a situação dos quiosques instalados no entorno do Açude Velho. A movimentação ocorre após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendar a interdição de 11 estabelecimentos e a suspensão de seus alvarás, devido à identificação de despejo irregular de esgoto diretamente no manancial, um dos principais cartões-postais da cidade.

A recomendação, assinada pelo promotor Hamilton de Souza Neves, estabelece prazos para que a prefeitura apresente providências concretas diante da contaminação ambiental identificada em fiscalização recente. Em resposta, Bruno Cunha Lima, que cumpre agenda em Curitiba pela Frente Nacional de Prefeitos, afirmou que a administração não deixará os comerciantes desamparados. “Essas pessoas precisam ser chamadas a responder, mas não podem ser culpadas sozinhas”, defendeu o gestor.

Para solucionar o impasse, o prefeito mobilizou as secretarias municipais com o objetivo de orientar os proprietários na elaboração de projetos técnicos de adequação. A estratégia central consiste em viabilizar a ligação definitiva dos quiosques à rede de esgotamento operada pela Cagepa. No entanto, Bruno aproveitou para apontar uma suposta omissão da estatal paraibana no caso, sinalizando que a prefeitura poderá assumir parte da responsabilidade na construção da solução para mitigar o impacto econômico sobre os trabalhadores.

Ao contextualizar o problema, o prefeito ressaltou que a poluição do Açude Velho é uma questão crônica que se arrasta há décadas e envolve fatores muito mais amplos do que apenas os pontos comerciais citados. Bruno Cunha Lima defendeu que a solução definitiva para o manancial exige uma ação coordenada entre diferentes órgãos e entes responsáveis, evitando que a punição recaia exclusivamente sobre os quiosqueiros enquanto o problema macro do esgotamento sanitário da região não é resolvido.

da Redação

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