
Um assessor da campanha do candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), foi detido durante um ato político realizado na noite dessa quinta-feira (1º), na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. Segundo a Polícia Militar (PM), ele se recusou a desligar o som e um telão de LED instalados em um trio elétrico e resistiu à abordagem após receber voz de prisão.
A mobilização começou por volta das 18h e seguia em direção ao Busto de Tamandaré. A PM acompanhava a fiscalização da Justiça Eleitoral durante o evento.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Ronildo, a equipe identificou que um telão de LED estava fora dos padrões autorizados. Antes do início do deslocamento, uma fiscal teria orientado o responsável pelo trio a não ligar o equipamento, determinação que, segundo o comandante, foi inicialmente cumprida.
Ainda conforme Ronildo, o telão voltou a ser ligado nas proximidades de um supermercado, na Avenida Epitácio Pessoa. A major PM Gracilane, que dava apoio à fiscalização, foi até o responsável pelo veículo e reforçou a ordem para que o equipamento fosse desligado.
A PM identificou o homem como Lúcio Flávio Centico Moreira. Segundo o relatório da ocorrência, ele se recusou a cumprir a determinação e afirmou que não desligaria o equipamento. Diante disso, recebeu voz de prisão.
Resistência durante abordagem
Conforme o termo circunstanciado elaborado pela Polícia Militar, após a prisão, o assessor apresentou resistência física e comportamento considerado alterado e agressivo. O documento registra que ele teria dito à major Gracilane: “Eu não lhe bato porque você é mulher.”
Ainda de acordo com a corporação, durante a contenção ocorreu uma ação física que atingiu o rosto da major. O coronel Ronildo afirmou que outros policiais também sofreram “lesões leves” durante a ocorrência.
A PM informou que foi necessário algemar o homem para efetivar a prisão e garantir a segurança dos policiais, do conduzido e das demais pessoas que estavam no local. Depois de uma conversa com o advogado da coligação, as algemas foram retiradas.
O assessor foi levado à Polícia Federal, onde os fatos foram apresentados à autoridade competente. Ele foi autuado por crime eleitoral e desacato.
Em nota, a assessoria da campanha de Cícero Lucena informou que ainda não tinha detalhes sobre o incidente e que a coordenação jurídica apurava as circunstâncias do ocorrido.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre a possível soltura ou a manutenção da prisão.
da Redação




