Juíza eleitoral admite pedir tropas federais para pleito suplementar em Cabedelo

Com a abertura do período de convenções partidárias na próxima quinta-feira (29), Cabedelo entra na reta inicial do calendário da eleição suplementar marcada para 12 de abril, quando o município voltará às urnas para escolher prefeito e vice-prefeito. E, além da disputa política, um tema promete ocupar espaço central no debate: a segurança pública durante o processo eleitoral.
A preocupação é que o pleito transcorra sem interferência de grupos criminosos, especialmente ligados ao tráfico de drogas, assunto que já esteve no centro da crise política que levou à cassação do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice Camila Holanda (Progressistas).
Em 2024, a Justiça Eleitoral autorizou a convocação de tropas federais para reforçar a segurança no município. Agora, diante do novo cenário eleitoral, a medida pode voltar a ser discutida.
Nesta quinta-feira (22), a juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, afirmou que a possibilidade de solicitar novamente apoio federal não está descartada. Segundo ela, o pedido dependerá do comportamento do processo eleitoral nas próximas semanas.
“As forças de segurança estão bem atentas e a gente acredita que isso será reforçado em Cabedelo. Essa situação nunca é descartada, mas vai depender do desenrolar dos fatos durante o período eleitoral”, declarou.
Nos bastidores, a eleição já começa a ganhar nomes cotados para disputar a prefeitura. Entre os que aparecem no radar estão o prefeito interino Edvaldo Neto (Avante) e o deputado estadual Walber Virgolino (PL).




