
Um homem foi preso nesta terça-feira (15) por suspeita de envolvimento no assalto a uma residência na praia do Seixas, em João Pessoa, onde uma família foi mantida refém. Segundo a Polícia Civil, ele teria recebido parte do dinheiro transferido pelas vítimas durante a ação criminosa.
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O suspeito, que não teve o nome divulgado, já cumpre pena em regime aberto por tráfico de drogas. Para a investigação, ele seria um dos beneficiários diretos dos valores obtidos no roubo.
De acordo com o delegado Gabriel da Rocha, responsável pelo caso, os criminosos mantiveram os moradores sob controle e conseguiram mais de R$ 50 mil durante o assalto.

“São criminosos com uma conduta típica. Que deixam na condição de refém. Tem concorrência criminal que passou de 50 mil reais”, afirmou o delegado.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa e integra a apuração sobre um grupo suspeito de invadir residências na capital. Ao todo, dez pessoas foram presas em ações relacionadas ao caso.
Em 26 de agosto, a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nos bairros de Mangabeira e Gramame. Entre os primeiros detidos, um já estava recolhido na Penitenciária Sílvio Porto, em João Pessoa. Na ocasião, dois investigados ainda eram procurados.
As investigações apontam que o grupo pode estar ligado a pelo menos dois roubos em que famílias foram mantidas reféns dentro de casa. Os suspeitos também são investigados por um assalto a um depósito de gás, durante o qual a arma de um policial teria sido levada.
O roubo na praia do Seixas ocorreu na madrugada de 22 de agosto. Quatro homens armados e encapuzados invadiram a residência e mantiveram os moradores como reféns por mais de três horas.
Na casa estavam os proprietários, uma babá, um segurança e os três filhos do casal. As crianças não chegaram a acordar durante a ação.
Os assaltantes deixaram o imóvel pela entrada principal e levaram um carro, celulares, um notebook, joias e dinheiro. Após a fuga, a polícia realizou perícia na residência em busca de vestígios.
Quatro dias antes, outra família havia sido feita refém em uma casa no Portal do Sol. Nesse caso, os criminosos levaram equipamentos eletrônicos, um carro e uma motocicleta.
Os dois episódios continuam sob investigação da Polícia Civil.
da Redação