
O avanço da inteligência artificial no mercado de trabalho transforma a rotina profissional e reduz o receio dos brasileiros em relação à perda do emprego. Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha indica que 49% dos entrevistados afirmam não ter medo de serem substituídos por novas ferramentas tecnológicas em 2026, índice superior aos 41% registrados no levantamento de 2025.
A maior familiaridade com assistentes virtuais e plataformas de automação no cotidiano das empresas altera a percepção do trabalhador, que passa a enxergar a inovação como aliada produtiva. Conforme apuração divulgada por Giba Smaniotto no Jornal da Band, a integração de sistemas inteligentes auxilia na execução de tarefas rotineiras, consolidação de dados e produção de textos em diferentes setores corporativos.
Adaptação corporativa e limites das ferramentas tecnológicas
O professor de inteligência artificial da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Diogo Cortiz pontua que o ritmo de adoção pelas empresas exige a presença humana para validações finais e decisões estratégicas.
Segundo Diogo Cortiz, a automação avança rapidamente, mas encontra limitações técnicas e operacionais que mantêm indispensável o julgamento crítico nas organizações. A tecnologia otimiza processos repetitivos, mas não substitui a sensibilidade e a análise contextual que o ser humano aplica nos negócios.
O médico ortopedista Fábio Lucas Rodrigues explica que a máquina executa o plano prévio desenhado pelo especialista com exatidão, garantindo o perfeito encaixe da prótese. O especialista ressalta que a sensibilidade tátil, a avaliação clínica individual e a tomada de decisão final permanecem sob total responsabilidade do cirurgião.
Profissões em risco e reconfiguração do mercado de trabalho
Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que 25% das ocupações profissionais em todo o mundo enfrentam riscos severos diante da automação. As atividades que concentram maior vulnerabilidade incluem funções repetitivas, como as de digitadores, escriturários e analistas financeiros de tarefas operacionais.
O economista Daniel Duque pondera que o aumento da produtividade gerado pelas ferramentas inteligentes fomenta a criação de novos postos de trabalho no setor de serviços. Para Daniel Duque, a redução de despesas operacionais possibilita que empresas e consumidores direcionem recursos para experiências presenciais e entretenimento, áreas fora do alcance da inteligência artificial.
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