
O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, detalhou nessa terça-feira (18), durante a abertura da SET Expo 2026, em São Paulo, que o Governo Federal está estruturando linhas de crédito com juros reduzidos e carência para financiar a modernização dos parques de transmissão das emissoras rumo à TV 3.0.
O Governo estima disponibilizar até US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,7 bilhões) por meio de operações de crédito, sem repasse direto às empresas. As emissoras deverão submeter projetos com requisitos técnicos e estimativas de impacto para acessar os recursos. A liberação dependerá da capacidade financeira de cada empresa captar crédito.
Segundo o ministro, o objetivo é oferecer condições financeiras específicas para viabilizar a transição. “Estamos propondo linhas de financiamento com taxas diferenciadas de juros e com carência para início do pagamento”, afirmou Frederico Siqueira Filho.
A política de distribuição de conversores para os telespectadores, no entanto, ainda está indefinida. O Ministério das Comunicações informou que aguarda a conclusão de estudos conduzidos pela Anatel e pelo setor produtivo para decidir sobre eventuais incentivos, inclusive para famílias inscritas no Cadastro Único. Apesar da indefinição, o ministro sinalizou abertura para algum mecanismo de apoio. “Vemos isso com bons olhos, porque entendemos que é preciso fazer algum incentivo para acelerar a transição”, declarou.
A expectativa do ministério é que a ampliação da escala de produção dos conversores contribua para baratear os equipamentos e ampliar o acesso da população. Atualmente, o sinal da TV 3.0 está disponível apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Os conversores são considerados peça-chave da estratégia, pois permitem que televisores sem a tecnologia embarcada também acessem os recursos da nova geração da TV aberta, incluindo a interatividade prevista para a TV 3.0.
Na abertura da SET Expo, Frederico Siqueira Filho também destacou que o governo pretende utilizar a plataforma da TV 3.0 como canal de acesso a serviços públicos digitais, como Gov.br, SUS Digital, informações da Farmácia Popular e conteúdos de capacitação profissional. A EBC coordena a operação da plataforma pública e de governo digital, enquanto a Secom atua na governança e na estratégia de conteúdos e serviços.
da Redação